quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Refluxos e reflexões

É como se todas as minhas crenças e valores fossem solúveis e jogadas sem cuidado num copo d’água……
Ainda no canto do copo, ao lado do fundo, ficaram os sonhos.
E ainda canto fazendo rodamoinho em água morna, acostumada a correr sempre no mesmo sentido. Pois como? Se pra mim, não faz nenhum sentido deixar-me levar.
Se misturo minha essência nessa indecência moral, sinto-me afogada por meus próprios ideais e mato minhas idéias, minha criação e minha reação.
Não acomodar-me com o igual e a transparência da minha água que, correndo contra o fluxo cuspido do frio cotidiano moderno me induz a remar contra a maré. E me seduz a amar, a derramar o que ainda acredito que nunca deixou de ser e ainda é.
(desabafo)

Um comentário:

João Carlos disse...

Seguir contra a maré fortalece os músculos, principalmente o do coração, fazendo acreditar no amor e nos ideais que impulsionaram as primeiras remadas.