segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ainda é tua,
essa fome de estar entrando em todos teus espaços vazios. Essa tarde que se
alarga e se perde entre nossos pés que se enroscam anoitecendo nossa vontade de
sermos somente nós. Ainda é tua, minha boca molhada, minha alma nua, tua palavra afiada que ainda invade minha essência crua. . Teu hálito quente
que atordoa meus pensamentos e deixa dormente os tormentos do agora. Ainda é
teu tudo que deixei lá fora, a esquina que não cruzamos e aquela rua que te vi
chegar e ir embora. O gosto sem nome de compromisso, o aviso rouco do momento
que ja diz ser a hora. Minha voz que se mistura ao teu cheiro, no meio do
presente que confunde o amanhã. Ainda é tua minha poesia que tem essa mania de querer
cuidar-te, vagarosamente, até que você deite sobre meus ombros seus medos e
desejos. E quando nada mais for teu, o meu eu deixará de sonhar-te para acordar
meu suspiro de viver algo pleno, estancando a dúvida e curando a dívida que teu
nome, sem rosto, marcou na minha pele (ainda em brasa). E quando nada mais for meu, é porque já sou tua por inteiro, mastigando o princípio e o meio do meu mais íntimo ser, apenas sendo, simplesmente estando. Abraço o tempo, ainda
chegas como um beijo quente, que mostra
ao mesmo tempo que esconde teus labirintos secretos, teu gemido indiscreto e
olhar que me despe, que me despede.
E mordo as
horas, sem entender o porquê ainda sou tão tua, se você ao mesmo tempo que vem,
se vai e se demora.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O que a gente tem, meu bem, não precisa de títulos nem nome, simplesmente é.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.
sábado, 18 de agosto de 2012
O milagre se passa quando uma flor desabrocha no inverno. E essa flor, que tanto tempo viveu o inverso da cor, amanheceu novamente seus sonhos pelos olhos daquele que invadiu a cena sem avisar.
Ele arranca dela tanta risada, que até mesmo o (des) encontro de forma tão descompromissada amarra um suspiro que rema rumo ao que finalmente tem gosto de sorte.
Menino doce com nome de saudade, flor salgada de felicidade, momento sagrado que a cada dia se veste de norte e da a direção exata de simplesmente estar presente.
............................................
Beijo com vista para o mar
Ele esta no silencio do beijo que ja diz tanto. Que molha as entrelinhas dos sonhos, que estremece os desejos adormecidos, que arranca o ar e o suspiro da noite. Ele esta no meio do caminho do encontro, no beijo que o horizonte da no mar, na aventura vestida de encanto, nos poros vivos da pele arrepiada, na vontade insistente que tenho de estar. Ele chegou brincando de de repente e a gente anda brincando de se encaixar no meio do agora, agradecendo ainda a boa sorte do momento.
Ele esta na boa surpresa que as ondas deixaram levar. E eu o carrego, menino lindo, enquanto for um beijo meu, eu o carrego em todo dia, em cada olhar.
Ele arranca dela tanta risada, que até mesmo o (des) encontro de forma tão descompromissada amarra um suspiro que rema rumo ao que finalmente tem gosto de sorte.
Menino doce com nome de saudade, flor salgada de felicidade, momento sagrado que a cada dia se veste de norte e da a direção exata de simplesmente estar presente.
............................................
Beijo com vista para o mar
Ele esta no silencio do beijo que ja diz tanto. Que molha as entrelinhas dos sonhos, que estremece os desejos adormecidos, que arranca o ar e o suspiro da noite. Ele esta no meio do caminho do encontro, no beijo que o horizonte da no mar, na aventura vestida de encanto, nos poros vivos da pele arrepiada, na vontade insistente que tenho de estar. Ele chegou brincando de de repente e a gente anda brincando de se encaixar no meio do agora, agradecendo ainda a boa sorte do momento.
Ele esta na boa surpresa que as ondas deixaram levar. E eu o carrego, menino lindo, enquanto for um beijo meu, eu o carrego em todo dia, em cada olhar.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Bom mesmo é deixar-se ser rio.Correr de forma transparente nossas crenças, abençoando a cada dia amanhecido nossa sorte. agradecendo a fluidez da vida, mergulhando nossas atitudes com cuidado, no raso, na margem e depois disso jogar-se em águas profundas sem temer o curso da historia. Não afunda quem aponta pra fé e rema. Virar oceano é o primeiro passo para o rio que beija o mar.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sou grata a toda dor que me dói por inteiro. É através dessa dor que expulso o resquicio de sentimentos minúsculos e inúteis a minha essencia e dou espaço a uma renovação que transborda paz.
As vezes criamos raízes tão profundas nos nossos sonhos que parece que todo o resto se apaga. Mas sonhos menina, tem que ser fluido, ser vento, ter asa!
Sou grata também a essa escuridão, pois nela pude valorizar a luz e resgatar todo sentido que habita silenciosamente nas oposições.
Como a frieza me sorri grande e mostra um de repende que brinca com a gente! E um amor tão encaixado se converte em um oi de inverno, assim meio constrangido e sem assunto. Que triste, que tristeza!
Amor itinerante que não cria raiz nem asas, se vai de mãos dadas com a ilusão de um dia, se tornar um agradecimento.
Sou grata ainda por sentir tão largo, respirar alegria para que eu possa sempre ser uma doação continua de encantamento.
sábado, 4 de agosto de 2012
A gota d’agua
Cansada de ler seus textos cheios de vazios e tentar traduzir as entrelinhas do destino, transbordei meus
olhos e meu peito que ainda insistiam estar inundados de esperança. Cansei de ler
palavras bem amarradas que vem de um sentimento frouxo. Pensamentos articulados
e envolventes, tão convincentes que mergulharam a minha inocência numa realidade
inventada. Cansei de não entender mais nada. Não se pode escoar pelo ralo tanta
intensidade vivenciada pelo tempo, muito menos explicar em palavras todo e
qualquer sentimento. A despedida foi bem
escrita e planejada, mais a mim não foi comunicada e, quando sentida, adormeceu
os cantos e encantos da historia ainda nem contada. Nada detém a força do vento ( e
do sentimento ). E assim como esse texto torto que me desce tão desbotado, não
se pode segurar na palma da mão um punhado de areia em meio a vendaval, do
mesmo jeito que seus verbos jogados A(o) MAR, não se conjugam com suas
atitudes, - afogadas, salgadas, já sem ar.
Peço folego, peço licença, antes que me afogue, preciso me
retirar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
LA CARTA EN EL CAMINO
ADIÓS, pero conmigo
serás, irás adentro
de una gota de sangre que circule en mis venas
o fuera, beso que me abrasa el rostro
o cinturón de fuego en mi cintura.
Dulce mía, recibe
el gran amor que salió de mi vida
y que en ti no encontraba territorio
ADIÓS, pero conmigo
serás, irás adentro
de una gota de sangre que circule en mis venas
o fuera, beso que me abrasa el rostro
o cinturón de fuego en mi cintura.
Dulce mía, recibe
el gran amor que salió de mi vida
y que en ti no encontraba territorio
como el explorador perdido
en las islas del pan y de la miel.
Yo te encontré después
de la tormenta,
la lluvia lavó el aire
y en el agua
tus dulces pies brillaron como peces.
Adorada, me voy a mis combates.
Arañaré la tierra para hacerte una cueva
y allí tu Capitán
te esperará con flores en el lecho.
No pienses más, mi dulce,
en el tormento
que pasó entre nosotros
como un rayo de fósforo
dejándonos tal vez su quemadura.
La paz llegó también porque regreso.
a luchar a mi tierra,
y como tengo el corazón completo
con la parte de sangre que me diste
para siempre,
y como
llevo
las manos llenas de tu ser desnudo,
mírame,
mírame,
mírame por el mar, que voy radiante,
mírame por la noche que navego,
y mar y noche son los ojos tuyos.
No he salido de ti cuando me alejo.
Ahora voy a contarte:
mi tierra será tuya,
yo voy a conquistarla,
no sólo para dártela,
sino que para todos,
para todo mi pueblo.
Saldrá el ladrón de su torre algún día.
Y el invasor será expulsado.
Todos los frutos de la vida
crecerán en mis manos
acostumbrados antes a la pólvora.
Y sabré acariciar las nuevas flores
porque tú me enseñaste la ternura.
Dulce mía, adorada,
vendrás conmigo a luchar cuerpo a cuerpo
porque en mi corazón viven tus besos
como banderas rojas,
y si caigo, no sólo
me cubrirá la tierra
sino este gran amor que me trajiste
y que vivió circulando en mi sangre.
Vendrás conmigo,
en esa hora te espero,
en esa hora y en todas las horas,
en todas las horas te espero.
Y cuando venga la tristeza que odio
a golpear a tu puerta,
dile que yo te espero
y cuando la soledad quiera que cambies
la sortija en que está mi nombre escrito,
dile a la soledad que hable conmigo,
que yo debí marcharme
porque soy un soldado,
y que allí donde estoy,
bajo la lluvia o bajo
el fuego,
amor mío, te espero,
te espero en el desierto más duro
y junto al limonero florecido:
en todas partes donde esté la vida,
donde la primavera está naciendo,
amor mío, te espero.
Cuando te digan "Ese hombre
no te quiere", recuerda
que mis pies están solos en esa noche, y buscan
los dulces y pequeños pies que adoro.
Amor, cuando te digan
que te olvidé, y aun cuando
sea yo quien lo dice,
cuando yo te lo diga,
no me creas,
quién y cómo podrían
cortarte de mi pecho
y quién recibiría
mi sangre
cuando hacia ti me fuera desangrando?
Pero tampoco puedo
olvidar a mi pueblo.
Voy a luchar en cada calle,
detrás de cada piedra.
Tu amor también me ayuda:
es una flor cerrada
que cada vez me llena con su aroma
y que se abre de pronto
dentro de mí como una gran estrella.
Amor mío, es de noche.
El agua negra, el mundo
dormido, me rodean.
Vendrá luego la aurora
y yo mientras tanto te escribo
para decirte: "Te amo".
Para decirte "Te amo", cuida,
limpia, levanta,
defiende
nuestro amor, alma mía.
Yo te lo dejo como si dejara
un puñado de tierra con semillas.
De nuestro amor nacerán vidas.
En nuestro amor beberán agua.
Tal vez llegará un día
en que un hombre
y una mujer, iguales
a nosotros,
tocarán este amor, y aún tendrá fuerza
para quemar las manos que lo toquen.
Quiénes fuimos? Qué importa?
Tocarán este fuego
y el fuego, dulce mía, dirá tu simple nombre
y el mío, el nombre
que tú sola supiste porque tú sola
sobre la tierra sabes
quién soy, y porque nadie me conoció como una,
como una sola de tus manos,
porque nadie
supo cómo, ni cuándo
mi corazón estuvo ardiendo:
tan sólo
tus grandes ojos pardos lo supieron,
tu ancha boca,
tu piel, tus pechos,
tu vientre, tus entrañas
y el alma tuya que yo desperté
para que se quedara
cantando hasta el fin de la vida.
Amor, te espero.
Adiós, amor, te espero.
Amor, amor, te espero.
Y así esta carta se termina
sin ninguna tristeza:
están firmes mis pies sobre la tierra,
mi mano escribe esta carta en el camino,
y en medio de la vida estaré
siempre
junto al amigo, frente al enemigo,
con tu nombre en la boca
y un beso que jamás
se apartó de la tuya.
Pablo Neruda
en las islas del pan y de la miel.
Yo te encontré después
de la tormenta,
la lluvia lavó el aire
y en el agua
tus dulces pies brillaron como peces.
Adorada, me voy a mis combates.
Arañaré la tierra para hacerte una cueva
y allí tu Capitán
te esperará con flores en el lecho.
No pienses más, mi dulce,
en el tormento
que pasó entre nosotros
como un rayo de fósforo
dejándonos tal vez su quemadura.
La paz llegó también porque regreso.
a luchar a mi tierra,
y como tengo el corazón completo
con la parte de sangre que me diste
para siempre,
y como
llevo
las manos llenas de tu ser desnudo,
mírame,
mírame,
mírame por el mar, que voy radiante,
mírame por la noche que navego,
y mar y noche son los ojos tuyos.
No he salido de ti cuando me alejo.
Ahora voy a contarte:
mi tierra será tuya,
yo voy a conquistarla,
no sólo para dártela,
sino que para todos,
para todo mi pueblo.
Saldrá el ladrón de su torre algún día.
Y el invasor será expulsado.
Todos los frutos de la vida
crecerán en mis manos
acostumbrados antes a la pólvora.
Y sabré acariciar las nuevas flores
porque tú me enseñaste la ternura.
Dulce mía, adorada,
vendrás conmigo a luchar cuerpo a cuerpo
porque en mi corazón viven tus besos
como banderas rojas,
y si caigo, no sólo
me cubrirá la tierra
sino este gran amor que me trajiste
y que vivió circulando en mi sangre.
Vendrás conmigo,
en esa hora te espero,
en esa hora y en todas las horas,
en todas las horas te espero.
Y cuando venga la tristeza que odio
a golpear a tu puerta,
dile que yo te espero
y cuando la soledad quiera que cambies
la sortija en que está mi nombre escrito,
dile a la soledad que hable conmigo,
que yo debí marcharme
porque soy un soldado,
y que allí donde estoy,
bajo la lluvia o bajo
el fuego,
amor mío, te espero,
te espero en el desierto más duro
y junto al limonero florecido:
en todas partes donde esté la vida,
donde la primavera está naciendo,
amor mío, te espero.
Cuando te digan "Ese hombre
no te quiere", recuerda
que mis pies están solos en esa noche, y buscan
los dulces y pequeños pies que adoro.
Amor, cuando te digan
que te olvidé, y aun cuando
sea yo quien lo dice,
cuando yo te lo diga,
no me creas,
quién y cómo podrían
cortarte de mi pecho
y quién recibiría
mi sangre
cuando hacia ti me fuera desangrando?
Pero tampoco puedo
olvidar a mi pueblo.
Voy a luchar en cada calle,
detrás de cada piedra.
Tu amor también me ayuda:
es una flor cerrada
que cada vez me llena con su aroma
y que se abre de pronto
dentro de mí como una gran estrella.
Amor mío, es de noche.
El agua negra, el mundo
dormido, me rodean.
Vendrá luego la aurora
y yo mientras tanto te escribo
para decirte: "Te amo".
Para decirte "Te amo", cuida,
limpia, levanta,
defiende
nuestro amor, alma mía.
Yo te lo dejo como si dejara
un puñado de tierra con semillas.
De nuestro amor nacerán vidas.
En nuestro amor beberán agua.
Tal vez llegará un día
en que un hombre
y una mujer, iguales
a nosotros,
tocarán este amor, y aún tendrá fuerza
para quemar las manos que lo toquen.
Quiénes fuimos? Qué importa?
Tocarán este fuego
y el fuego, dulce mía, dirá tu simple nombre
y el mío, el nombre
que tú sola supiste porque tú sola
sobre la tierra sabes
quién soy, y porque nadie me conoció como una,
como una sola de tus manos,
porque nadie
supo cómo, ni cuándo
mi corazón estuvo ardiendo:
tan sólo
tus grandes ojos pardos lo supieron,
tu ancha boca,
tu piel, tus pechos,
tu vientre, tus entrañas
y el alma tuya que yo desperté
para que se quedara
cantando hasta el fin de la vida.
Amor, te espero.
Adiós, amor, te espero.
Amor, amor, te espero.
Y así esta carta se termina
sin ninguna tristeza:
están firmes mis pies sobre la tierra,
mi mano escribe esta carta en el camino,
y en medio de la vida estaré
siempre
junto al amigo, frente al enemigo,
con tu nombre en la boca
y un beso que jamás
se apartó de la tuya.
Pablo Neruda
terça-feira, 17 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
(re) escrevendo o caminho
Descobri que, para acalmar meu coração preciso acessar o meu dentro mais íntimo.
Nessas descobertas deixamos de ser o outro para ser essencialmente o nós adormecido em algumas esquinas dos nossos sonhos. Percebo que é normal sentir a perda rasgar a alma e escurecer o horizonte, ainda que, essa perda seja da nossa própria consciência de sermos simples na nossa existência.
No silencio do coração acesso o equilíbrio em meus pensamentos. A aflição que muitas vezes habita o peito em busca de explicações razoáveis para fatos inexplicáveis se aquieta, pois a consciência de que tais fatos independem de nós se elevam na sua sabedoria plena.
O coração que respira sereno encontra paz mesmo quando tudo ao seu redor propicia dor. O amor transcorre através do tempo, se torna (a)temporal e faz da chuva água para lavar o espírito e limpar o caminho, por vezes coberto de poeira.
O coração represado, de gota em gota, ao primeiro sinal de chuva derrama toda água contida, tornando inevitável a tempestade. Nessas horas é preciso deixar chover. E é na chuva que temos a opção de escolher: ou lava ou molha. Cada gota que escorrer pelo rosto do tempo lava a alma. Em todos os olhos molhados existe um sorriso invisível no canto da boca, que se alimenta do sal, da água,do sol de cada novo dia e vai semeando nossa alma em silêncio , preparando nosso amanhã para um novo tempo de colheita.
Um coração que vive na quietude do amanhecer, esta vivendo em tempo de plantio. E é preciso silencio, calor e luz para que a imensidão de todo e qualquer bonito sentimento floresça.
...
QUE O VENTO LEVE, QUE A CHUVA LAVE, QUE A ALMA SEJA SEMPRE LIVRE...
...
QUE O VENTO LEVE, QUE A CHUVA LAVE, QUE A ALMA SEJA SEMPRE LIVRE...
terça-feira, 10 de julho de 2012
Lara diz: ô, minha florzinha lilás
Li diz: ta faltando cor no meu lilás, essa flor andou bem desbotada
Lara diz: transmutação!
Li diz: transfusão de cor...
.
.
.
.
Li diz pra sempre: e o que seria de você sem nós?
Sempre diz: sem nós? eu desembaraço as idéias, me junto a você e dou um laço.
Li diz: laço que nem esses de presente bem bonito?
Sempre diz: laço de futuro bem amarrado
Li diz: ta faltando cor no meu lilás, essa flor andou bem desbotada
Lara diz: transmutação!
Li diz: transfusão de cor...
.
.
.
.
Li diz pra sempre: e o que seria de você sem nós?
Sempre diz: sem nós? eu desembaraço as idéias, me junto a você e dou um laço.
Li diz: laço que nem esses de presente bem bonito?
Sempre diz: laço de futuro bem amarrado
quarta-feira, 4 de julho de 2012
"Não quero mais ser apenas a mulher fatal, aquela que desatina juízos, desarruma os lençóis e transforma a tua vida num redemoinho doce. Quero ser também a tranquilidade das tardes sonolentas depois do almoço, a fluidez das horas ociosas. Quero ser canto, colo, aconchego, rotina e abrigo de paredes concretas. E uma ponte para o exterior quando a madrugada inquieta... Quero permanecer mais do que estar, sem me preocupar para que direção o vento levará teus desassossegos...
Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo. Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco. Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza. (Nasci explícita para que ninguém me guarde num segredo). Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade. E sei e sinto e vejo mais do que gostaria. E, se isto me orienta também me angustia. Você sabe: às vezes me falta destreza.
E para que não seja sempre assim tão ácido,
Não sejamos nós, antes sejamos laços:
Desses que se atam e desatam com delicadeza."
Marla de Queiroz
Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo. Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco. Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza. (Nasci explícita para que ninguém me guarde num segredo). Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade. E sei e sinto e vejo mais do que gostaria. E, se isto me orienta também me angustia. Você sabe: às vezes me falta destreza.
E para que não seja sempre assim tão ácido,
Não sejamos nós, antes sejamos laços:
Desses que se atam e desatam com delicadeza."
Marla de Queiroz
terça-feira, 26 de junho de 2012
A corda do violão se rompeu.A música parou. O sol pôs o horizonte tão
longe que escureceu o dia, o entardecer desbotou. O desenho à traço e preto e
branco foi colorido até a metade. Os sonhos foram suspensos. Os suspiros
interrompidos. Faltou ar na respiração do destino. A hora pede esmola ao acaso.
O caso de amor virou estrela (de)cadente, fez-se o pedido, cruzou os dedos da
esperança, mas caiu. O desejo de criança se resumiu a um de repente quase
inconsequente, que brincou de ser felicidade.
A pessoa triste é esquecida, não tem idade. A pessoa triste só é
querida pela a solidão. A pessoa triste só te serve quando sorri. O
"nós" virou só um. O um, virou um pó. O pó foi arrastado ao vento e
jogado ao mar, e as vezes, afogados na tristeza das ondas, volta a me
buscar,querendo tocar de novo a mesma música, aquela que esqueci a letra, mas
ainda sei murmurar.
domingo, 24 de junho de 2012
"A
paixão, o encanto, é a ausência de palavras, é a vida revestida de silêncio e
transbordando insinuações. O amor sobrevive no mistério, no desvelamento
cotidiano que nunca chega à plenitude, porque tudo o que já está pleno, já está
pronto.
O amor só é amor porque é inacabado, é metade que chama, implora e pede clemência. Amar é uma interessante e bonita forma de carecer, de ser fraco, de entregar os pontos, de viver sem armas, como se por um instante, só por um instante, a luta que marca a nossa sobrevivência tivesse entrado em estado de trégua.
O encanto que sobrevive no amor só pode durar enquanto se estenderem os segredos que sacralizam a relação. E por isso é necessário retirar as sandálias dos pés, pisar com leveza, olhar com cuidado. O amor é amigo do silêncio. Sobrevive no querer dizer, na tentativa frustada de verbalizar o que é a crença da alma, o sustento do espírito.
A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora os navios, pousa os aviões, faz chegar os ausentes."
autor desconhecido
O amor só é amor porque é inacabado, é metade que chama, implora e pede clemência. Amar é uma interessante e bonita forma de carecer, de ser fraco, de entregar os pontos, de viver sem armas, como se por um instante, só por um instante, a luta que marca a nossa sobrevivência tivesse entrado em estado de trégua.
O encanto que sobrevive no amor só pode durar enquanto se estenderem os segredos que sacralizam a relação. E por isso é necessário retirar as sandálias dos pés, pisar com leveza, olhar com cuidado. O amor é amigo do silêncio. Sobrevive no querer dizer, na tentativa frustada de verbalizar o que é a crença da alma, o sustento do espírito.
A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora os navios, pousa os aviões, faz chegar os ausentes."
autor desconhecido
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Perdoa-me pelas desilusões que te causei.
E agradece-me pelos sonhos que despertei em ti; pois as desilusões não brotam senão onde antes floresciam os sonhos. Como no tempo se alternam os dias e as noites, alternam-se na vida os bons e os maus momentos. E, assim, nada é o que parece ser. Pois mesmo na tristeza da despedida existe uma oculta alegria, que é a esperança do reencontro. E é no amargor da saudade que se oculta a doçura das lembranças.
Se em todo caso de amor existe alguém que mais ama, a esse será reservado o quinhão maior do sofrimento da separação. E é justo que assim seja, por lhe ter cabido a porção maior de felicidade.
Parte, se assim o desejas. Pois nada me tomas, senão aquilo que me deste; e, por isto, de direito te pertence. Deixa, apenas, que eu te olhe mais uma vez.
Para que a tua imagem se entrone no altar da minha saudade. Pois não são os teus olhos que pretendo guardar, mas a luz do teu olhar.
Assim como não são os teus lábios que desejo reter, mas o sabor dos teus beijos.
E não é do teu corpo que preciso, mas do calor do teu amor. Pois o amor não é como a paixão, que se nutre do que se pode ver, mas como a religião, que se alimenta do que se pode sentir. Conforta-me o saber que não nos deixamos por desamor, mas por não entendermos o Amor.
Sigamos, pois; e, seguindo, conservemos as lembranças do que houve entre nós.
Para que, mais sábios e menos egoístas, saibamos reconhecer a face do Amor, e conservá-lo em nossa companhia.
Se voltarmos a encontrá-lo em nossos caminhos.
Gibran Khalil Gibran
quinta-feira, 31 de maio de 2012
carta que ama mais alto
Ana Jocomo
ps. Ando demasiadamente citando outros autores pois quero um período de descanso interior, quietude e paz.....o silêncio me ensina a cada dia, por isso ando calando até minhas palavras escritas. Nesse período EU AMO MAIS ALTO.
domingo, 27 de maio de 2012
"Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."
Tomara.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."
Tomara.
Ana Jácomo
sábado, 19 de maio de 2012
CARTA QUE PRETENDE SER UM BEIJO
CARTA QUE PRETENDE SER UM BEIJO ( da minha amiga Marla de Queiroz)
De repente é noite e você está tão só...O meu dia foi tranquilo, mas eu sei que o seu te doeu até agora e eu não posso amenizar nada com palavras que pretendam ser abraços porque elas te falariam obviedades sobre tempo, paciência e espera_ quase uma crueldade quando o que a gente quer é uma premonição, uma certeza, alguma frase cheia de sabedoria que norteie nossa vida.
De repente a semana está começando de novo, mas só se passaram alguns dias e todos foram tão abarrotados de ausência e medo e confusão interna, de uma busca quase estéril de se sentir melhor ,de fazer coisas por si mesma...E o buraco insistindo no meio de dentro do corpo, o abismo gelado, o choro engrossado de escuridão e descrença...E eu te vejo encolhida num canto, o desespero nos olhos, o peito abafado, a vontade do grito e a falta de fôlego...E eu não sei a coisa mais bonita que eu poderia te escrever....Sei que já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa e rosas incríveis desabrocharem num copo com água: e é disso que me nutro pra acreditar que a meteorologia nem sempre está certa e que dias tão cinzentos podem ser prefácios de noites com sol...
Sei que se eu estivesse aí,certamente estaríamos juntos no cantinho mais confortável de qualquer lugar escolhido por você e eu te daria um abraço com tanto encaixe e amor que você, por pelo menos alguns minutos, encontraria“ um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”...E mesmo que o seu corpo todo doa numa súplica e que “ele” seja toda sua ferida, meu amor, eu espero ,sinceramente, que o pedacinho que falta na tua asa, não te impeça o vôo...
quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
"Algumas preciosidades morrem baixinho, em degradê. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.
A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.
Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração."
Ana Jacomo
A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.
Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração."
Ana Jacomo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes, no momento de cada uma, eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.
O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.
Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.
Ana Jácomo
segunda-feira, 7 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Ele foi retirando-se pouco a pouco.
Primeiro chegou sem bater na porta, num rompante avassalador
de estar, invadiu sem cerimônia o acaso.
Casou-se com meu destino sem esforço, anunciando amor eterno
de forma declarada.
Depois o vento do sonho fez uma curva, sem sinalização.
Atordoada, vesti-me de compreensão, fingindo não ver que aos
poucos, ele se retirava.
Primeiro deixando vazios na parede da inspiração, e aos
poucos apertando o mesmo vazio ao meu dentro.
( Faz frio )
(Pré)sentimento insistente que cisma em anunciar chuva, mas
ainda acredita nas sementes que semearam no chão.
terça-feira, 1 de maio de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
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