quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra!




"LA tierra verde se ha entregado

a todo lo amarillo, oro, cosechas,

terrones, hojas, grano,

pero cuando el otoño se levanta
con su estandarte extenso
eres tú la que veo,
es para mi tu cabellera
la que reparte las espigas.

Veo los monumentos
de antigua piedra rota,
pero si toco
la cicatriz de piedra
tu cuerpo me responde,
mis dedos reconocen
de pronto, estremecidos,
tu caliente dulzura.

Entre los héroes paso
recién condecorados
por la tierra y la pólvora
y detrás de ellos, muda,
con tus pequenos pasos,
eres o no eres?

Ayer, cuando sacaron
de raíz, para verlo,
el viejo árbol enano,
te vi salir mirándorne
desde las torturadas
y sedientas raíces.

Y cuando viene el sueño
a extenderme y llevarme
a mi propio silencio
hay un gran viento blanco
que derriba mi sueño
y caen de él las hojas,
caen como cuchillos
sobre mí desangrándome.

Y cada herida tiene
la forma de tu boca."


Pablo Neruda

terça-feira, 20 de abril de 2010



Paso a vagar por mi entre los ecos del pensamiento
Todo aquí es tan extenso que no cabe en mi
y aunque mi tiempo ha terminado
Dame el derecho de simplemente.existir
Fue en este soplido de la verdad entre mis párpados que descubrí su cara
Fue en este vacuo de sentir, cólera de mis sueños, inciertos, quietos y ocultos
Qué rompí las fronteras de ser
simplemente fue
Y soy
No  bastandome en la inmensidad de mis dos ojos curiosos
Paso lentamente por la inspiración, entre sollozos y sílabas
fragmentos de los momentos que, en un gran mosaico, componen mi verso
Construi frases sin sentido, sin memoria, sin ceremonia
Que, sin verguenza, inavadieron mis sensaciones creyendo ser victoria,
haciendo un cuento, narrando mi situación.
Ora, simplemente fue
Y voy a ser el suficiente para no caberme más
Desperdiciando las horas que creen ser eternas
seré
la compañia de la casualidad obstinada a ser destino
la certeza que si fue, fuistes
y si seré, serás.
Tenho estado numa constante busca interior
Mas o que eu busco é que o respiro e inspiro
Inspirar ação
Movimento, cores, tudo ao mesmo tempo
Como se eu navegasse dentro de um quadro
Pintado à sonhos, sentimento e à mão
Interiorizo o que busco como se fosse solução
E é nessa inércia da vida,
Que passo de revolucionária à acomodação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fiz música




Tem dias que as vezes me sinto ao meio
Tem vezes que o inteiro é metade da busca
Ele é tudo, ele é tanto
Que o céu mesmo feio e em pranto
Não me assusta
E no meio da história
No eco do frio
No silêncio do sonho
Ele é o arrepio
É o sopro, é a memória
É o filho do tempo
É sempre o que nunca dá pra esquecer
(...)
Volta e traz a lembrança que nasce em você
É na essência ainda criança que dorme teu saber
No segredo do céu
Que me embala de azul
O encontrei sem querer
Ele é o sussurro da lua
Que grita um amanhecer

sexta-feira, 26 de março de 2010


Receita de fazer-me SER


Abusando de um dose de sinestesia e metáfora
Com uma pitada de contadições e poesia à gosto.
Vento no rosto e um pouco de aventura
Uma boa mistura, acrescentada com fermento em pó de lua
Bate com fatos e fotos no plural
Sorrisos, Suspiros, Sentimentos, Surpresas, Sonhos, Sal ( das ondas do mar)
Cozinhar em fogo baixo e lento, pelo tempo que o tempo me levar
Decorar com flores, música, paixão e um pouco de açúcar pra adoçar
Sou acre-doce, um melado bom de se lambuzar!

Onde vive o abrigo dos amantes filhos da distancia?
Pra onde vai a paz do tempo?
Pra onde foi todo o sentimento, quem arrancou a conclusão?
Por que se perdeu os braços dos sonhos, que agarravam a esperança de simplesmente

Estar

onde esta o refrão, a poesia,a inspiração daquele levado ao vento
Onde habita o hábito de somente amar?
Sem medida, sem meia partida, sem incremento
Quem compôs a melodia do seu olhar?
Onde ele vive, é onde eu quero estar.

¿Dónde vive los amantes hijosde la distancia?
¿De dónde v ala paz del tiempo?
A dónde fue todo el sentimiento, que arrancó la conclusión?
¿Por qué si perdió los brazos de los sueños, que cogia la  esperanza de simplemente

Estar

¿Dónde está el estribillo, la poesía, la inspiración llebada al viento
Donde habita la costumbre de solamente amar?
Sin medida, sin mitad, sin incremento
¿Quién compuso la melodía de tu mirada?
Donde vive él, es donde quiero estar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

expressANDO


1...
O grande poeta anda armado contra as gastas desculpas e gostos envenenados.
Ficou um resto de pretexto no rastro do inimigo declarado e o poeta já cansado declarou guerra
e paz numa historia onde o sonho já não era mais sonhado.



2 ...
 Não estou com pressa, não tenho preço e caso o acaso se despeça do destino, ainda tenho fé, mesmo que meio pelo avesso.
Do seu fato faço foto, da consciência roubo a coincidência do cotidiano e me cobro de soluções quando me cubro que esperança.
É na rua, nua de transeuntes, onde escolho a esquina certa para virar e encolho meus ombros de medo, pois ainda é cedo para se despedir sem chegar.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010




...Aquele que, por pura conveniência disfarça a realidade torna- se refém do antigo hábito de sorrir chorando por dentro...

...Aquel que, por pura conveniencia disfraza la realidad se convierte en rehén del viejo hábito de sonreír  llorreando por dentro.

........Ontem, quando rezei, pedi a deus para virar anjo.......

sábado, 6 de fevereiro de 2010



Passa, passa, passarinho. Essa sonoridade me fez lembrar um conto que eu cantarolava baixinho quando era criança.
Era a lembrança de menina que fez seu ninho na porta da esperança. Cantava e bebericava água com gotas de mel a cada hora que passava apressada como o passarinho, voava e me perdia no céu de tantos lugares que voavam na imaginação ou de tantos que passavam por mim sem prestar atenção.

*ilustração Alê Abreu
Sente-se, toma um café e me conta mais de você.
E sinta-se a vontade todos os dias, pois a cada manhã conheço um novo personagem de sua vida torta. Se não se importa, vamos jogar conversa fora, antes que o sol vá embora da minha janela de paciência. No meio desse papo furado talvez possa me convencer novamente de que eu te acredito e que você tem coerência. Mas confesso? Maldito é esse hábito meu de me desfazer por inteiro se sinto seu hálito quente tão perto dos meus sonhos que se arrastam no peito e deixam um rastro de poesia.
Ao fundo toca uma canção embalando o momento e eu incremento minha esperança de achar que te reconheço. Quem diria que nesse final teria um recomeço...  O que eu queria mesmo é ver se esqueço, pois se o papo tá furado e a conversa é jogada fora já é mais do que a hora de encontrar o que eu mereço.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Pipa solta no vento é como menina que só sabe sonhar

Fui brincar de soltar pipa e esqueci que pipa é papel no vento. Tão logo passou uma brisa mais forte, lá se foi a pipa pra onde não posso tocar. No céu uma mistura de cores em movimento, parecia uma borboleta que fugiu de casa e atrevida, foi brincar solta no tempo.
Fui brincar de soltar meu sentimento e ouvi um conselho da consciência.
Menina que quer brincar de virar pipa, se solta, voa mas volta. Se puxam o fio sem dó, se faz um nó que nem o próprio vento desenrola.
A menina quer é liberdade, quer o caminho do sopro e o rumo do momento e que o céu vire amigo, abrigo, cúmplice, asa e padrinho, abençoando a calmaria de se ouvir o uivo do silencio que só lá, onde a pipa se perde é que se encontra.
Silenciosa chegada.....| BorboLETRAS

...Diga-me se vais demorar muito
Se trago lenha para deixar-te brasas de sorrisos
Ou se preferes que deixe as borboletas soltas...


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Voz

"Vozes de cimento cantam no peito.
Ouço o barulho da construção.
Folhas fazem do asfalto leito,
a rotina do dia desperta acomodação"





terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mi plan era cambiar el mundo

Una vez le pregunté a mí mismo: ¿Qué haría si pudiera cambiar el mundo? Y yo viajaba en la idea de cambiar el pasado, el rumbo de las cosas, las dolores de la vida, los colores del mar, el curso del agua. Yo quería cambiar la historia y haber ido a la luna, queria tener luchado batallas y transformado dolorosas derrotas en victorias sublimes, yo quería inventar un vegetal con sabor de chocolate , y que los terremotos derrumbassen solo castillo de naipes.  Me gustaría cambiar el hambre de comida para el hambre de conocimiento, y si alguién tiene sed, que fuera de victoria! ... 
Ah. Cambiaria la ignorancia estúpida de la gente arrogante, y las cambiaba en la gracia y la serenidad de la gente inteligente y de bien ... Si es necesario, cambiaria el tema de la prosa, el final de las historias, las reglas del fútbol. Me gustaría cambiar hasta mi deseo de hacer cambios ... 
  
Iba a cambiar muchas cosas para seguro! ... Solo no cambiaria lo que siento en mí después de usted. No! De hecho, yo no cambiaría nada despues de ti, porque después de tu llegada nada más necesita cambiar ... Mis ojos ahora consiguen ver con más claridad la grandeza del universo en expansión, toda la belleza de un acto simple. Ya sea un abrazo amistoso, una sonrisa de bienvenida, la esperanza en los ojos de un niño, la alegría de estar vivo, la certeza de un futuro mejor, la satisfacción de la victoria, el aprendizaje que viene con el error,  el amor que emana de su boca con palabras que parecen sonar una canción que me gusta tanto ... 
No cambiaria el sonido de tu risa me hace reír también cuando oigo ni la manera que me siento tan bien con en tu compañia ...


Celso Leal 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rastro de sol e poeira de Lua.






Seu olhar parece mais um menino que brinca na rua
do seu tocar minha alma se viu nua
do nosso encontro, minha boca na sua
o seu sorriso é tempero da minha pele crua
você na minha história sem título
foi rastro de sol e poeira de lua.

Su mirada és como un niño que juega en la calle
De su tocar mi alma fue vista desnuda
de nuestro encuentro, mi boca en la suya
tu sonrisa es condimento de mi piel cruda
tu en mi historia sin título
fue rastro de sol y polvo de luna.

Certezas

"Alguien dijo que "la vida es el arte del encuentro". 
Creo que ellos nos hacen ser más o menos efectivos en las vidas de los demás y en nuestra propia vida. Esto se debe porque existen varios tipos de encuentros en la vida. 
Hay aquellos que son inevitables. Hay encuentros en que usted se siente bien haber encontrado.
Hay aquellos que ocurren cuando no se espera nada más. Hay encuentros donde las personas
cambian ideas, comparten sueños y fortalece la vida. 
También hay lo que las personas hablan sólo cosas obvias que no añaden nada, y usted tiene
la sensación de que estás perdiendo tu tiempo. Hay encuentros en que sólo hablan de rumores
envidia y denigren nosotros. Estes realmente nos matan. 
Hay encuentros en que el silencio es más útil que las palabras. Hay otros en que la
mirada, el tacto, el calor y el cariño dispensan las palabras. Hay encuentros que la palabra
debe ser bien pensada, sentida, vivida, y hay encuentros que la vida para para que las personas vivan. Son muchos y diversas encuentros. Hay aquellos que marcan la vida.
Otros transforman la vida."


Tô meio ao meio sabe?
Em algumas horas não se sabe se: se parou de chorar ou se pegou no sono.....Dormir é a melhor forma de esquecer os problemas e quantas vezes acordamos com aquela sensação de: espero que tudo tenha sido um sonho!.....ai nos lembramos que não foi e o peito aperta de novo....."durma medo meu"
Cuidar de um coração requer muito cuidado. E não falo de próprios, isso seria no mínimo errado.Porque dos nossos menos cuidamos. Preferimos meter a cara, nos machucar a olhar pra ele com carinho. E mesmo certos muito são os enganos, quando acreditamos que um dia ele pode respirar. Não, não pode porque esta sempre exposto, a uma cena que seja, uma foto, uma recordação, um gosto. Então o que nos sobra é tentar pelo menos oxigenar nossa emoção e de tempos em tempos inspirar fundo pra encher ele de fôlego e recomeçar . Recomeçar a vibrar, a sentir, a chorar, a sorrir, a amar.
E é nesse círculo vicioso que enganamos nosso coração de cuidados acredito ser um descuido pelo menos não admitir que ele é tão vulnerável quanto nossos desejos, pois dos nossos desejos nascem sentimentos e de sentimentos reflexos de dor, paixão imersos num mundo instável.
Difícil de verdade é cuidar do coração dos outros.....ah esse sim não se pode decepcionar....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

20y10



Derrepente una interminable paz me colmo. Y paso minutos mirando el cielo, boceando mis ojos en el azul, y mi mente vuela hasta los lugares más lejanos......La paz, el amor, la verdad estaran presentes y el sentimiento que dias mejores llegaran a toda la humanidad esta mas vivo que nunca.
Que yo llene mis pulmones de aire y mis ojos de fe en 2010. Es un deseo, un pedido, un desahogo...
la palabra de este año es:
ESPERANZA!!


Felicidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

quitaron el sonido de mi Violin....




Cómo rebanar el mar en pequeñas olas y ajustar el año en un suspiro el amor perdido que se espera en el puerto? Sano y salvo de todas las tormentas (que asolaron la esperanza)
Dejaron un legado de una inquietud silenciosa. Callada y salada hecho el llanto de los océanos.Fue la partida sentida y sin sentido Que dejo sensación de algo muerto.
Fue una explicación de la vida, que pasó desapercibida y sin digerir, tragué como un engaño.
Lilian Vereza | 28-12-2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


O Ano
"Quem teve a idéia 
De cortar o tempo em fatias,
  A que se deu o nome de ANO,
  Foi um indivíduo genial,
  Industrializou a esperança,
  Fazendo-a funcionar
  No limite da exaustão.
  Doze meses dão para qualquer ser humano
  Se cansar e entregar os pontos.
  Aí entra o milagre da renovação
  E tudo começa outra vez, com outro número.
  E outra vontade de acreditar
  Que daqui por diante vai ser diferente"



Carlos Drummon de andrade

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Ele se equivocou no caminho como o pássaro viajante sem bússula ou asas.Ele transitava pelo labirinto invisível e andava de olhos vendados. Ora, já não era hora dele perceber que os passos eram mais do que laços amarrados em nó e que em sua volta não havia paredes de sonhos concretos nem realidades sonhadas e misturadas naquele caminho cheios de obstáculos?
Eram tortuosas as curvas, mal tinha iluminação. As possibilidades se transformavam em tentáculos do tempo, trazendo dúvidas,incerteza, indagação.
Porém um pé de cada vez, um suspiro de uma vez só e todo aquele nó se desfez como um passe de mágica.
Naquele caminho encantado e atado, onde cada canto era aliado, onde o encantador era alienado, em tanta dor que ja havia passado,ele, sem se dar conta do rumo, pegou um atalho talhado no destino da sua história e escreveu seu nome na memória de dois mil e nós.

Kahlil Gibran - EL ADIOS



Y entonces, un hombre y una mujer, tomados de la mano y con lágrimas en los ojos, se acercaron y le dijeron: "Háblanos del Adiós".
Y él mirándolos con ternura infinita respondió:
"Así como no os encontráis se encuentran vuestras manos o se mezclan
vuestras voces, sino cuando vuestros corazones se unen y vuestros espíritus se hablan,
así no os separáis cuando partís materialmente o cuando vuestras miradas se buscan sin lograr hallarse o cuando vuestras manos no pueden darse mutuo calor, sino cuando un muro se levanta entre vuestros corazones y cuando vuestros espíritus no hablan ya  más la misma lengua.El pájaro besa suavemente la flor por un momento y, luego, se confunde con
el cielo.Y sin embargo, ha dejado en los pétalos el corazón del fruto de la mañana.
El río toca las raíces de la planta que en él se refleja y sigue su curso...
Y, sin embargo su agua quedará en el árbol y se hará calor y perfume en sus flores...
Así, si os habéis encontrado de verdad, si vuestras almas se han fundido como el agua y el árbol, el espacio y el tiempo no pueden separaros, porque lo mejor del uno florecerá en el otro a través de las primaveras. Y el agua del río, hecha savia en el árbol, se elevará con él, en un cántico de gracias hacia el cielo. Y cuando en un futuro próximo o lejano, las manos del Destino, os pongan de nuevo frente a frente, no diréis: "Te perdí y vuelvo a encontrar"... sino:
"Fuiste un sueño que vivió en mí para convertirse en realidad". Y habéis vivido, a pesar de la distancia y el tiempo, unidos el uno al otro. Vuestro reencuentro no será el del viajero que vuelve a su ciudad y la encuentra cambiada, sino como el de aquel que besó los capullos de su jardín un atardecer, soñó con ellos durante la noche y, al despertar, los vió, con gozo convertirse en flores; o como el del que cerró un momento los ojos velados por las lágrimas y al volver a abrirlos, halló al Ser Amado más bello, más puro y más suyo. En verdad os digo que el adiós no existe: 
Si se pronuncia entre dos seres que nunca se encontraron, es una palabra innecesaria...
Si se dice entre dos que fueron uno, es una palabra sin sentido...
Porque en el mundo real del espíritu, sólo hay encuentros y nunca despedidas. Y porque el recuerdo del Ser Amado crece en el alma con las distancias, como el eco en las montañas del crepúsculo"

Amálgama...



"No dia-a-dia do seu diário, ela escrevia suas histórias e diariamente ela mentia sobre coisas que apenas ela mesma sabia ser verdade ou mentira... Às vezes inventava verdades improváveis que mais pareciam mentiras realistas... E assim era a menina que brincava com a verdade por não suportar as mentiras...
No dia-a-dia do seu diário, diariamente ele mente sobre coisa que sabe ou pensa saber... Ela acha que amar nada mais é que gostar, e não sente que sentir amor é desejar também... Nos seus contos já se apaixonou por Reis, Menestréis, cantores e coronéis... Na realidade já abateu o coração de homens tolos e que bobos não souberam como entender, que por detrás daquela mulher de mil surpresas, estava a mais pura e simples menina, querendo amar e mostrar sua beleza...
No dia-a-dia da sua escrita ela percebe apavorada que não pode acomodar o incomodo desejo de querer alguém que não te quer... Ela engole seu pranto deixa a menina de lado e se mostra mulher... Coloca o preto das letras no branco do papel, escreve ali sua vida, sua história, e revira a aventura vivida em que transformou o amor em um copo de cólera... Mas tudo tem uma causa e um efeito, e se torna um amálgama de coisas distorcidas de realidade e fantasia... E esperando ao relento o abrigo que o tempo pode lhe dar, ela se vê sem tempo para esperar a proteção para o vento que só faz assolar... E pensa: Isso é o amor, Assim é o amar!... E sonha acordada em ver o dia em que a estrela do céu tocará a estrela do mar...

No dia-a-dia suas letras liquidas contam do amor distante que se faz tão perto que ao cerrar os olhos podem se tocar, e sente o cheiro forte cheiro forte do perfume do seu corpo aprisionado em um frasco âmbar... Ela sabe o que é amar, só não que acreditar...

As letras tocadas no seu violão sem cordas emitem os sons que seguem o compasso das batidas do seu peito, são toques de uma melodia cantada em um silêncio que fala direto ao coração... Ela aprendeu ver o mundo com os olhos da alma, e enxergar as coisas no balé das chamas e vê os hologramas muito além da sinuosidade das sombras...

No dia-a-dia da sua vida ela corre em passos compassados que se atropelam no meio do caminho e se perdem no labirinto tortuoso da sua vida tranqüila... Ela se morre por dentro com a saudade do amor, mas renasce todas as manhãs para que possa morrer de novo..."

Celso Leal

09/12/2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

"Qué yo me permita mirar, escuchar y soñar más.Hablar menos.llorar menos.Ver en los ojos de quien me ves la admiración que tienen y no la envidia que creo que tienen.Permitir siempre escuchar lo que no tengo me permitido escuchar.Saber alcanzar los sueños que nacen en mí y por mi, y conmigo mueren por yo no conocerlos.Entonces que yo pueda vivir los sueños posibles y los imposibles;Aquellos que mueren y resuscitan:Todos los nuevos frutos,A cada nueva flor,A cada nuevo calor,A cada nueva heladas,A cada nuevo día.Que yo pueda soñar el aire,Soñar el mar,Soñar el amor,Que yo que pueda reemplazar mis palabras por el tacto, por el sentir, por la comprensión, por el secreto de las cosas más preciosas, por la oración mental (una que el alma crea y sólo ella escucha, y solo ella contesta).Que yo sepa dibujar en el alma la imagen que entra por mis ojos, hacendome parte suprema de la naturaleza, creando y recreando a mi en cada momento.Que yo que pueda llorar menos de tristeza y más de contentamentos.Que mi llanto no se en vano, que en vano no serán mis dudas.Que yo sepa perder mis caminos , pero sepa recuperar mis destinos con dignidad.Que yo no tenga miedo de nada, sobre todo de mí mismo: que yo no tenga miedo de mis miedos.Que yo dormiende toda vez que se derrame lágrimas inútiles y despierte con el corazón lleno de esperanza.Que yo haga de mí una persona tranquila adentro de mi propia turbulencia, sabia dentro de mis límites pequeños, humilde delante de mis grandezas tolas y ingênuas (que yo mostre lo cuanto son pequeñas mis grandezas y lo cuanto és valiosa mi pequenez).Que yo me permita ser madre, ser padre, y, se necesario huérfanos.Permitame enseñar lo poco que sé y aprender lo mucho que no sé, traducir lo que los maestros enseñan y comprender la alegría con que los sencillos reflejan sus experiencias; respetar incondicionalmente el ser, el ser por si solo, por más nada que puedan tener mas alla que su esencia, ayudar a la soledad de quién llegó, renderse ala razón de quién marchó y aceptar la falta de quien no esta.Que yo pueda amar y ser amada.Que yo pueda amar mismo sin ser amada, hacer gentilezas cuando recibo cariños; hacer cariños mismo cuando no recibo gentilezas.Y. .. que yo jamás me quede solo, ni siquiera cuando yo me quiera solo."

"De vez em quando é necessário a gente se perguntar se dentro de nós é um bom
lugar para se viver. Depois de ler Maria Rezende eu tenho me perguntado isso.
E a resposta sem nenhum charme intelectual, sem nenhuma espécie de autoaversão,
sem nenhuma inclinação underground, ou seja, da forma mais simplória, é que sim,
eu sou um bom lugar para se viver.

Dentro de mim há pensamentos demais, o que torna tudo meio apertado, mas tenho
tentado dar uma arrumada nessas idéias para que cada uma fique na sua gaveta.
Há também sentimentos demais, mas de forma alguma vou expulsá-los, deixo que
circulem à vontade pelo meu corpo. Dentro de mim as estações são bem definidas:
verão é verão, inverno é inverno. Toca música aqui dentro quase o tempo todo, e
há uma satisfação secreta que precisa se manter secreta para não passar por boba.
Há crianças e adultos dentro de mim, todos da mesma idade. Aqui dentro existe uma
praia e uma montanha coladas uma na outra, parece até Rio de Janeiro, só que os
tiroteios são raros. O último bangue-bangue emocional que metralhou minha alma faz
quase um ano. Dentro de mim estão muitas lágrimas que não foram choradas pra fora
e muitos sorrisos que, de tão íntimos, também guardei. Dentro de mim, às vezes,
são produzidas algumas cenas sofisticadas e roteiros de filme B. Como não gostar
de viver aqui dentro?
E você, tem sido um bom hospedeiro de si mesmo?"

Martha Medeiros

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SAUDADE...

"Chegaste de leve como àquelas brisas suaves das manhãs de primavera, e coloriste as planícies dos meus pensamentos com cores e formas... Levou-me de volta aos tempos, em que se acreditar que duas pessoas poderiam se completar não era loucura!...
Me fez acreditar que não existe distância que possa separar quando dois corpos desejam se encontrar, e que o outro lado do mundo é bem aqui, pertinho do coração... Agora sei que a dor da saudade não dói. Ela sufoca, desatina, e faz sangrar sem se cortar...
Aprendi a entender que a solidão é uma dor acompanhada, ela vem junto com a saudade!... E a saudade é o combustível para o pensamento e a porta de entrada para nossa alma... Porque quanto sinto tua falta vou te buscar aonde quer que você esteja, e te encontro sempre dentro de mim!...
Como foi bom te encontrar!... Poder ver que a minha vida se atrelou e sua, e que nos faz ver que podemos sempre nos conduzir de volta a nós mesmos, pois seus caminhos e trilhas são as minhas estradas e atalhos... E isso me dá a certeza de que sempre estaremos caminhando juntos..."
Celso Leal

Soneto XCIV - Pablo Neruda

Si muero sobrevíveme con tanta fuerza pura
que despiertes la furia del pálido y del frío,
de sur a sur levanta tus ojos indelebles,
de sol a sol que suene tu boca de guitarra.
No quiero que vacilen tu risa ni tus pasos,
no quiero que se muera mi herencia de alegría,
no llames a mi pecho, estoy ausente.
Vive en mi ausencia como en una casa.
Es una casa tan grande la ausencia
que pasarás en ella a través de los muros
y colgarás los cuadros en el aire.
Es una casa tan transparente la ausencia
que yo sin vida te veré vivir
y si sufres, mi amor, me moriré otra vez.

Chover e chorar

É de noite.A chuva morde minha janela. No cheiro de terra molhada e ao vento que invade meu quarto meu rosto brinca você. Guardado no refúgio tão secreto de minha memória, te sinto sem te ver. Se soubesse por onde andas e se por acaso sopra meu nome ao ar entenderia que essa brisa ao entrar seria seu chamado de saudade. Meu tempo tão invadido pela tormenta, se atormenta pela ausência ou pelo que sei que jamais existirá. A idade só incrementa a lembrança, passa correndo feito criança querendo brincar.As palavras, os olhares e toques foram ao vento,mas hoje pela chuva ,voltaram a me procurar. Quanto mais invento de fazer de conta que não me importo mais sinto rasgar no meu peito seu tocar. Lembro bem que ao instante em que deitada sobre seu corpo tremia por dentro e sutilmente uma lagrima brotava em meus olhos sem que você percebesse ao me abraçar, eu sabia que aquele momento após um próximo suspiro seria algo que eu não poderia mais resgatar. Te abracei mais forte ainda, novamente sem que percebesse. Escolhi a música, embalei meus olhos no seu olhar e parei o mundo ali.É de noite e o passado me pesca como uma rede que arrasta o peixe do mar. No cheiro de coisa guardada e pela chuva anunciada o presente espera o que não molha nem mente, a letra abraçada forma a frase e vira a semente.De tudo que resta, chover e chorar.

Es de noche. La lluvia morde mi ventana en el olor a tierra húmeda y el viento que invade mi habitación mi rostro juega de usted. Guardado en el refugio tan secreto de mi memória, te siento sin te ver. Si yo pudiera saber dónde andas y si por casualidad soplas mi nombre al aire entienderia que la brisa al entrar és tu llamamo de quien extraña .Mi tiempo tan invadido por la tormenta, si atormenta por la ausencia o por lo que sé nunca existirá. La edad sólo incrementa el recuerdo, passa corriendo como niños que desean jugar. Las palabras, las miradas y las caricias si fueron al viento, pero hoy por la lluvia, volveron a buscarme. Cuanto más invento de hacer de cuenta que no me importa más siento rasgar en mi pecho su forma de tocar. Recuerdo bien que en el momento en que acostada sobre su cuerpo temblaba dentro y sutilmente una lágrima huia en mi ojo. Sin que tu deste cuenta al abrazarme, yo sabía que aquel momento después de un próximo aliento sería algo que yo no podía más rescatar. Te abrazé más fuerte aún, sin que tu percibise elegí una música, mecí mis ojos en tus ojos y paré el mundo alli. Es de noche y mi pasado me arrastra como una red que saca los peces del mar. En el olor de cosa guardada por la lluvia anunciada, el presente espera lo que ni moja ni miente, la letra abrazada forma la frase y se convierte en semilla . De todo lo que queda, llover y llorar.