Hoje a saudade tem seu sobrenome. É a memória do sentir que insiste em ficar. Quando você voltar meu pequeno, vamos brincar de demorar?
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Carta silenciosa da Terra A(o) MAR - inspirar(ação) para (des)escrever.
Percebo tanta coisa durante esse suspiro de ausência. Coisas
que talvez antes somente anunciassem de forma tímida um talvez quase sentir. E que,
depois que esse silêncio vem se arrastando diariamente, se tornam claras e
lúcidas, ganham vida e prumo e acalento. Percebo que mergulhei em ti sem saber
se dava pé, percebo o tanto que teu jeito menino renova todo dia minha fé nas
pequenas coisas essenciais que andavam guardadas em algum lugar dentro do peito
onde não batia sol. Percebo o sentir correndo por entre as veias, carregando
pulsante o oxigênio da minha imaginação que respira pensar-te e sente
sonhar-te, inteiro, comigo, no mais caloroso abraço do tempo.
Percebo que esse mergulho me afoga em alegrias somente por
lembrar-te e que, nesse espaço entre esses dias lentos, te tornastes a minha
maior expressão acordada, entornastes a inspiração na arte de mãos dadas com teu nome, e trazes o sincero desejo de que voltes para se
inundar nos beijos meus, como antes, meu pequeno, como agora. E como é bom
saber que a ausência nos traz a tona o hoje em forma de lembrança, como herança da nossa melhor parte.
Saudade do menino de riso frouxo, de verdade nos olhos, de
jeito tímido com um punhado de extravagância. Do meu pequeno que faz da terra
seu sustento, do mar seu alimento e das nuvens sua paixão. Do responsável pela
minha inesgotável fonte de inspiração. E quando chove lá fora e aqui dentro
anda tão vazio, falta ele a me trazer o arrepio nessa noite que se arrasta.
Hoje a saudade tem seu sobrenome. É a memória do sentir que insiste em ficar. Quando você voltar meu pequeno, vamos brincar de demorar?
Hoje a saudade tem seu sobrenome. É a memória do sentir que insiste em ficar. Quando você voltar meu pequeno, vamos brincar de demorar?
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
E ainda que a manhã levante tons de cinza desarrumados no meu bom dia, é hora de acordar as cores de dentro para tornar o incerto uma possibilidade, ter consciência que, o que tenho de mais concreto é a minha maior verdade e criar atalhos para chegar nas pequenas alegrias do hoje, até que o tempo se abra novamente e possamos também abrir aquele sorriso largo maior que a boca. E que se espalhe através do vento, todas e tantas gargalhadas, contagiando todos que ainda não alcançaram o movimento desse dia desbotado.
Bota a alma pra passear e vãobora tomar um sol por dentro!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Faz parte da minha natureza abraçar o vento.
Faz parte da natureza do vento levar um pouco de mim a cada sopro, porém, quando existe brisa, é um beijo seu que vem me visitar trazendo parte do que faltava me encaixar.
E quando um beijo seu percorre meu rosto amanhecido, converto-me em vendaval e faço voar todos os sonhos adormecidos, agradecendo nosso encontro ao acaso despreocupado.
Faz parte desse Setembro ocupado de sol o tanto que seu jeito invade meu pensamento. E declaro aberto o tempo de usufruir de todas minhas flores que habitam dentro, deixando-me simplesmente levar pelo calor do momento e ser sua, a mais pura primavera, a vontade
insistente de querer ficar.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Andamos escrevendo uma história sem título (ainda). Mas cada página esta sendo talhada com detalhes na memória de forma tão delicada que, os personagens se entrelaçaram e deram um nó. E nós, tão embaralhados entre essas linhas e desalinhos do destino, não estamos preocupados em dar nome ou capa ao que ja esta escrito (sem final). E finalmente deixamos ser, e sendo, somos, em um beijo eterno do hoje, eu e você.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Faz parte o nosso não entendimento quando dentro de alguma situação. Emergimos então, numa confusão de idéias embaraçadas que turvam nosso norte. E é ai, que entre uma respiração e outra, o tempo, vagarosamente brinca de sorte e devolve o fôlego de qualquer direção adormecida.
(Agradecida ao bom momento que brinda meu presente de agora)
(Agradecida ao bom momento que brinda meu presente de agora)
Será que no dia que minha ausência abraçar sua rotina, vai abrir a cortina do espetáculo dos seus sentimentos?
Bordo delicadamente cada olhar meu no tecido da sua pele quente, como quem planta uma semente e espera, na respiração do tempo, o sentimento germinar a cada amanhecer. Seu sentir! território desconhecido, ainda tão secreto, tímido e guardado no fundo da gaveta dos seus sonhos, submersos em profundezas de uma alma resistente e, ao mesmo tempo uma vontade declarada de resgate, quase um grito silencioso que pede socorro.
Deixa-me invadir seu sentir sutilmente. ainda que ele fale tão baixinho, sussurram que querem ficar. Pois é na minha falta, que talvez seu sossego tome coragem e decida se declarar em um escândalo assumido de amor.
E no dia que minha presença escrever cores nas páginas em branco da sua vida, é porque seu olhar de menino acolheu a verdade interior de cada um de nós. Nesse dia, me segura pela mão, meu pequeno, e não me solta mais. Pois ando sendo pressa na espera desse momento e atropelo as horas dizendo a falta que voce me faz.
Bordo delicadamente cada olhar meu no tecido da sua pele quente, como quem planta uma semente e espera, na respiração do tempo, o sentimento germinar a cada amanhecer. Seu sentir! território desconhecido, ainda tão secreto, tímido e guardado no fundo da gaveta dos seus sonhos, submersos em profundezas de uma alma resistente e, ao mesmo tempo uma vontade declarada de resgate, quase um grito silencioso que pede socorro.
Deixa-me invadir seu sentir sutilmente. ainda que ele fale tão baixinho, sussurram que querem ficar. Pois é na minha falta, que talvez seu sossego tome coragem e decida se declarar em um escândalo assumido de amor.
E no dia que minha presença escrever cores nas páginas em branco da sua vida, é porque seu olhar de menino acolheu a verdade interior de cada um de nós. Nesse dia, me segura pela mão, meu pequeno, e não me solta mais. Pois ando sendo pressa na espera desse momento e atropelo as horas dizendo a falta que voce me faz.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ainda é tua,
essa fome de estar entrando em todos teus espaços vazios. Essa tarde que se
alarga e se perde entre nossos pés que se enroscam anoitecendo nossa vontade de
sermos somente nós. Ainda é tua, minha boca molhada, minha alma nua, tua palavra afiada que ainda invade minha essência crua. . Teu hálito quente
que atordoa meus pensamentos e deixa dormente os tormentos do agora. Ainda é
teu tudo que deixei lá fora, a esquina que não cruzamos e aquela rua que te vi
chegar e ir embora. O gosto sem nome de compromisso, o aviso rouco do momento
que ja diz ser a hora. Minha voz que se mistura ao teu cheiro, no meio do
presente que confunde o amanhã. Ainda é tua minha poesia que tem essa mania de querer
cuidar-te, vagarosamente, até que você deite sobre meus ombros seus medos e
desejos. E quando nada mais for teu, o meu eu deixará de sonhar-te para acordar
meu suspiro de viver algo pleno, estancando a dúvida e curando a dívida que teu
nome, sem rosto, marcou na minha pele (ainda em brasa). E quando nada mais for meu, é porque já sou tua por inteiro, mastigando o princípio e o meio do meu mais íntimo ser, apenas sendo, simplesmente estando. Abraço o tempo, ainda
chegas como um beijo quente, que mostra
ao mesmo tempo que esconde teus labirintos secretos, teu gemido indiscreto e
olhar que me despe, que me despede.
E mordo as
horas, sem entender o porquê ainda sou tão tua, se você ao mesmo tempo que vem,
se vai e se demora.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O que a gente tem, meu bem, não precisa de títulos nem nome, simplesmente é.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.
sábado, 18 de agosto de 2012
O milagre se passa quando uma flor desabrocha no inverno. E essa flor, que tanto tempo viveu o inverso da cor, amanheceu novamente seus sonhos pelos olhos daquele que invadiu a cena sem avisar.
Ele arranca dela tanta risada, que até mesmo o (des) encontro de forma tão descompromissada amarra um suspiro que rema rumo ao que finalmente tem gosto de sorte.
Menino doce com nome de saudade, flor salgada de felicidade, momento sagrado que a cada dia se veste de norte e da a direção exata de simplesmente estar presente.
............................................
Beijo com vista para o mar
Ele esta no silencio do beijo que ja diz tanto. Que molha as entrelinhas dos sonhos, que estremece os desejos adormecidos, que arranca o ar e o suspiro da noite. Ele esta no meio do caminho do encontro, no beijo que o horizonte da no mar, na aventura vestida de encanto, nos poros vivos da pele arrepiada, na vontade insistente que tenho de estar. Ele chegou brincando de de repente e a gente anda brincando de se encaixar no meio do agora, agradecendo ainda a boa sorte do momento.
Ele esta na boa surpresa que as ondas deixaram levar. E eu o carrego, menino lindo, enquanto for um beijo meu, eu o carrego em todo dia, em cada olhar.
Ele arranca dela tanta risada, que até mesmo o (des) encontro de forma tão descompromissada amarra um suspiro que rema rumo ao que finalmente tem gosto de sorte.
Menino doce com nome de saudade, flor salgada de felicidade, momento sagrado que a cada dia se veste de norte e da a direção exata de simplesmente estar presente.
............................................
Beijo com vista para o mar
Ele esta no silencio do beijo que ja diz tanto. Que molha as entrelinhas dos sonhos, que estremece os desejos adormecidos, que arranca o ar e o suspiro da noite. Ele esta no meio do caminho do encontro, no beijo que o horizonte da no mar, na aventura vestida de encanto, nos poros vivos da pele arrepiada, na vontade insistente que tenho de estar. Ele chegou brincando de de repente e a gente anda brincando de se encaixar no meio do agora, agradecendo ainda a boa sorte do momento.
Ele esta na boa surpresa que as ondas deixaram levar. E eu o carrego, menino lindo, enquanto for um beijo meu, eu o carrego em todo dia, em cada olhar.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Bom mesmo é deixar-se ser rio.Correr de forma transparente nossas crenças, abençoando a cada dia amanhecido nossa sorte. agradecendo a fluidez da vida, mergulhando nossas atitudes com cuidado, no raso, na margem e depois disso jogar-se em águas profundas sem temer o curso da historia. Não afunda quem aponta pra fé e rema. Virar oceano é o primeiro passo para o rio que beija o mar.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sou grata a toda dor que me dói por inteiro. É através dessa dor que expulso o resquicio de sentimentos minúsculos e inúteis a minha essencia e dou espaço a uma renovação que transborda paz.
As vezes criamos raízes tão profundas nos nossos sonhos que parece que todo o resto se apaga. Mas sonhos menina, tem que ser fluido, ser vento, ter asa!
Sou grata também a essa escuridão, pois nela pude valorizar a luz e resgatar todo sentido que habita silenciosamente nas oposições.
Como a frieza me sorri grande e mostra um de repende que brinca com a gente! E um amor tão encaixado se converte em um oi de inverno, assim meio constrangido e sem assunto. Que triste, que tristeza!
Amor itinerante que não cria raiz nem asas, se vai de mãos dadas com a ilusão de um dia, se tornar um agradecimento.
Sou grata ainda por sentir tão largo, respirar alegria para que eu possa sempre ser uma doação continua de encantamento.
sábado, 4 de agosto de 2012
A gota d’agua
Cansada de ler seus textos cheios de vazios e tentar traduzir as entrelinhas do destino, transbordei meus
olhos e meu peito que ainda insistiam estar inundados de esperança. Cansei de ler
palavras bem amarradas que vem de um sentimento frouxo. Pensamentos articulados
e envolventes, tão convincentes que mergulharam a minha inocência numa realidade
inventada. Cansei de não entender mais nada. Não se pode escoar pelo ralo tanta
intensidade vivenciada pelo tempo, muito menos explicar em palavras todo e
qualquer sentimento. A despedida foi bem
escrita e planejada, mais a mim não foi comunicada e, quando sentida, adormeceu
os cantos e encantos da historia ainda nem contada. Nada detém a força do vento ( e
do sentimento ). E assim como esse texto torto que me desce tão desbotado, não
se pode segurar na palma da mão um punhado de areia em meio a vendaval, do
mesmo jeito que seus verbos jogados A(o) MAR, não se conjugam com suas
atitudes, - afogadas, salgadas, já sem ar.
Peço folego, peço licença, antes que me afogue, preciso me
retirar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
LA CARTA EN EL CAMINO
ADIÓS, pero conmigo
serás, irás adentro
de una gota de sangre que circule en mis venas
o fuera, beso que me abrasa el rostro
o cinturón de fuego en mi cintura.
Dulce mía, recibe
el gran amor que salió de mi vida
y que en ti no encontraba territorio
ADIÓS, pero conmigo
serás, irás adentro
de una gota de sangre que circule en mis venas
o fuera, beso que me abrasa el rostro
o cinturón de fuego en mi cintura.
Dulce mía, recibe
el gran amor que salió de mi vida
y que en ti no encontraba territorio
como el explorador perdido
en las islas del pan y de la miel.
Yo te encontré después
de la tormenta,
la lluvia lavó el aire
y en el agua
tus dulces pies brillaron como peces.
Adorada, me voy a mis combates.
Arañaré la tierra para hacerte una cueva
y allí tu Capitán
te esperará con flores en el lecho.
No pienses más, mi dulce,
en el tormento
que pasó entre nosotros
como un rayo de fósforo
dejándonos tal vez su quemadura.
La paz llegó también porque regreso.
a luchar a mi tierra,
y como tengo el corazón completo
con la parte de sangre que me diste
para siempre,
y como
llevo
las manos llenas de tu ser desnudo,
mírame,
mírame,
mírame por el mar, que voy radiante,
mírame por la noche que navego,
y mar y noche son los ojos tuyos.
No he salido de ti cuando me alejo.
Ahora voy a contarte:
mi tierra será tuya,
yo voy a conquistarla,
no sólo para dártela,
sino que para todos,
para todo mi pueblo.
Saldrá el ladrón de su torre algún día.
Y el invasor será expulsado.
Todos los frutos de la vida
crecerán en mis manos
acostumbrados antes a la pólvora.
Y sabré acariciar las nuevas flores
porque tú me enseñaste la ternura.
Dulce mía, adorada,
vendrás conmigo a luchar cuerpo a cuerpo
porque en mi corazón viven tus besos
como banderas rojas,
y si caigo, no sólo
me cubrirá la tierra
sino este gran amor que me trajiste
y que vivió circulando en mi sangre.
Vendrás conmigo,
en esa hora te espero,
en esa hora y en todas las horas,
en todas las horas te espero.
Y cuando venga la tristeza que odio
a golpear a tu puerta,
dile que yo te espero
y cuando la soledad quiera que cambies
la sortija en que está mi nombre escrito,
dile a la soledad que hable conmigo,
que yo debí marcharme
porque soy un soldado,
y que allí donde estoy,
bajo la lluvia o bajo
el fuego,
amor mío, te espero,
te espero en el desierto más duro
y junto al limonero florecido:
en todas partes donde esté la vida,
donde la primavera está naciendo,
amor mío, te espero.
Cuando te digan "Ese hombre
no te quiere", recuerda
que mis pies están solos en esa noche, y buscan
los dulces y pequeños pies que adoro.
Amor, cuando te digan
que te olvidé, y aun cuando
sea yo quien lo dice,
cuando yo te lo diga,
no me creas,
quién y cómo podrían
cortarte de mi pecho
y quién recibiría
mi sangre
cuando hacia ti me fuera desangrando?
Pero tampoco puedo
olvidar a mi pueblo.
Voy a luchar en cada calle,
detrás de cada piedra.
Tu amor también me ayuda:
es una flor cerrada
que cada vez me llena con su aroma
y que se abre de pronto
dentro de mí como una gran estrella.
Amor mío, es de noche.
El agua negra, el mundo
dormido, me rodean.
Vendrá luego la aurora
y yo mientras tanto te escribo
para decirte: "Te amo".
Para decirte "Te amo", cuida,
limpia, levanta,
defiende
nuestro amor, alma mía.
Yo te lo dejo como si dejara
un puñado de tierra con semillas.
De nuestro amor nacerán vidas.
En nuestro amor beberán agua.
Tal vez llegará un día
en que un hombre
y una mujer, iguales
a nosotros,
tocarán este amor, y aún tendrá fuerza
para quemar las manos que lo toquen.
Quiénes fuimos? Qué importa?
Tocarán este fuego
y el fuego, dulce mía, dirá tu simple nombre
y el mío, el nombre
que tú sola supiste porque tú sola
sobre la tierra sabes
quién soy, y porque nadie me conoció como una,
como una sola de tus manos,
porque nadie
supo cómo, ni cuándo
mi corazón estuvo ardiendo:
tan sólo
tus grandes ojos pardos lo supieron,
tu ancha boca,
tu piel, tus pechos,
tu vientre, tus entrañas
y el alma tuya que yo desperté
para que se quedara
cantando hasta el fin de la vida.
Amor, te espero.
Adiós, amor, te espero.
Amor, amor, te espero.
Y así esta carta se termina
sin ninguna tristeza:
están firmes mis pies sobre la tierra,
mi mano escribe esta carta en el camino,
y en medio de la vida estaré
siempre
junto al amigo, frente al enemigo,
con tu nombre en la boca
y un beso que jamás
se apartó de la tuya.
Pablo Neruda
en las islas del pan y de la miel.
Yo te encontré después
de la tormenta,
la lluvia lavó el aire
y en el agua
tus dulces pies brillaron como peces.
Adorada, me voy a mis combates.
Arañaré la tierra para hacerte una cueva
y allí tu Capitán
te esperará con flores en el lecho.
No pienses más, mi dulce,
en el tormento
que pasó entre nosotros
como un rayo de fósforo
dejándonos tal vez su quemadura.
La paz llegó también porque regreso.
a luchar a mi tierra,
y como tengo el corazón completo
con la parte de sangre que me diste
para siempre,
y como
llevo
las manos llenas de tu ser desnudo,
mírame,
mírame,
mírame por el mar, que voy radiante,
mírame por la noche que navego,
y mar y noche son los ojos tuyos.
No he salido de ti cuando me alejo.
Ahora voy a contarte:
mi tierra será tuya,
yo voy a conquistarla,
no sólo para dártela,
sino que para todos,
para todo mi pueblo.
Saldrá el ladrón de su torre algún día.
Y el invasor será expulsado.
Todos los frutos de la vida
crecerán en mis manos
acostumbrados antes a la pólvora.
Y sabré acariciar las nuevas flores
porque tú me enseñaste la ternura.
Dulce mía, adorada,
vendrás conmigo a luchar cuerpo a cuerpo
porque en mi corazón viven tus besos
como banderas rojas,
y si caigo, no sólo
me cubrirá la tierra
sino este gran amor que me trajiste
y que vivió circulando en mi sangre.
Vendrás conmigo,
en esa hora te espero,
en esa hora y en todas las horas,
en todas las horas te espero.
Y cuando venga la tristeza que odio
a golpear a tu puerta,
dile que yo te espero
y cuando la soledad quiera que cambies
la sortija en que está mi nombre escrito,
dile a la soledad que hable conmigo,
que yo debí marcharme
porque soy un soldado,
y que allí donde estoy,
bajo la lluvia o bajo
el fuego,
amor mío, te espero,
te espero en el desierto más duro
y junto al limonero florecido:
en todas partes donde esté la vida,
donde la primavera está naciendo,
amor mío, te espero.
Cuando te digan "Ese hombre
no te quiere", recuerda
que mis pies están solos en esa noche, y buscan
los dulces y pequeños pies que adoro.
Amor, cuando te digan
que te olvidé, y aun cuando
sea yo quien lo dice,
cuando yo te lo diga,
no me creas,
quién y cómo podrían
cortarte de mi pecho
y quién recibiría
mi sangre
cuando hacia ti me fuera desangrando?
Pero tampoco puedo
olvidar a mi pueblo.
Voy a luchar en cada calle,
detrás de cada piedra.
Tu amor también me ayuda:
es una flor cerrada
que cada vez me llena con su aroma
y que se abre de pronto
dentro de mí como una gran estrella.
Amor mío, es de noche.
El agua negra, el mundo
dormido, me rodean.
Vendrá luego la aurora
y yo mientras tanto te escribo
para decirte: "Te amo".
Para decirte "Te amo", cuida,
limpia, levanta,
defiende
nuestro amor, alma mía.
Yo te lo dejo como si dejara
un puñado de tierra con semillas.
De nuestro amor nacerán vidas.
En nuestro amor beberán agua.
Tal vez llegará un día
en que un hombre
y una mujer, iguales
a nosotros,
tocarán este amor, y aún tendrá fuerza
para quemar las manos que lo toquen.
Quiénes fuimos? Qué importa?
Tocarán este fuego
y el fuego, dulce mía, dirá tu simple nombre
y el mío, el nombre
que tú sola supiste porque tú sola
sobre la tierra sabes
quién soy, y porque nadie me conoció como una,
como una sola de tus manos,
porque nadie
supo cómo, ni cuándo
mi corazón estuvo ardiendo:
tan sólo
tus grandes ojos pardos lo supieron,
tu ancha boca,
tu piel, tus pechos,
tu vientre, tus entrañas
y el alma tuya que yo desperté
para que se quedara
cantando hasta el fin de la vida.
Amor, te espero.
Adiós, amor, te espero.
Amor, amor, te espero.
Y así esta carta se termina
sin ninguna tristeza:
están firmes mis pies sobre la tierra,
mi mano escribe esta carta en el camino,
y en medio de la vida estaré
siempre
junto al amigo, frente al enemigo,
con tu nombre en la boca
y un beso que jamás
se apartó de la tuya.
Pablo Neruda
terça-feira, 17 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
(re) escrevendo o caminho
Descobri que, para acalmar meu coração preciso acessar o meu dentro mais íntimo.
Nessas descobertas deixamos de ser o outro para ser essencialmente o nós adormecido em algumas esquinas dos nossos sonhos. Percebo que é normal sentir a perda rasgar a alma e escurecer o horizonte, ainda que, essa perda seja da nossa própria consciência de sermos simples na nossa existência.
No silencio do coração acesso o equilíbrio em meus pensamentos. A aflição que muitas vezes habita o peito em busca de explicações razoáveis para fatos inexplicáveis se aquieta, pois a consciência de que tais fatos independem de nós se elevam na sua sabedoria plena.
O coração que respira sereno encontra paz mesmo quando tudo ao seu redor propicia dor. O amor transcorre através do tempo, se torna (a)temporal e faz da chuva água para lavar o espírito e limpar o caminho, por vezes coberto de poeira.
O coração represado, de gota em gota, ao primeiro sinal de chuva derrama toda água contida, tornando inevitável a tempestade. Nessas horas é preciso deixar chover. E é na chuva que temos a opção de escolher: ou lava ou molha. Cada gota que escorrer pelo rosto do tempo lava a alma. Em todos os olhos molhados existe um sorriso invisível no canto da boca, que se alimenta do sal, da água,do sol de cada novo dia e vai semeando nossa alma em silêncio , preparando nosso amanhã para um novo tempo de colheita.
Um coração que vive na quietude do amanhecer, esta vivendo em tempo de plantio. E é preciso silencio, calor e luz para que a imensidão de todo e qualquer bonito sentimento floresça.
...
QUE O VENTO LEVE, QUE A CHUVA LAVE, QUE A ALMA SEJA SEMPRE LIVRE...
...
QUE O VENTO LEVE, QUE A CHUVA LAVE, QUE A ALMA SEJA SEMPRE LIVRE...
terça-feira, 10 de julho de 2012
Lara diz: ô, minha florzinha lilás
Li diz: ta faltando cor no meu lilás, essa flor andou bem desbotada
Lara diz: transmutação!
Li diz: transfusão de cor...
.
.
.
.
Li diz pra sempre: e o que seria de você sem nós?
Sempre diz: sem nós? eu desembaraço as idéias, me junto a você e dou um laço.
Li diz: laço que nem esses de presente bem bonito?
Sempre diz: laço de futuro bem amarrado
Li diz: ta faltando cor no meu lilás, essa flor andou bem desbotada
Lara diz: transmutação!
Li diz: transfusão de cor...
.
.
.
.
Li diz pra sempre: e o que seria de você sem nós?
Sempre diz: sem nós? eu desembaraço as idéias, me junto a você e dou um laço.
Li diz: laço que nem esses de presente bem bonito?
Sempre diz: laço de futuro bem amarrado
quarta-feira, 4 de julho de 2012
"Não quero mais ser apenas a mulher fatal, aquela que desatina juízos, desarruma os lençóis e transforma a tua vida num redemoinho doce. Quero ser também a tranquilidade das tardes sonolentas depois do almoço, a fluidez das horas ociosas. Quero ser canto, colo, aconchego, rotina e abrigo de paredes concretas. E uma ponte para o exterior quando a madrugada inquieta... Quero permanecer mais do que estar, sem me preocupar para que direção o vento levará teus desassossegos...
Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo. Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco. Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza. (Nasci explícita para que ninguém me guarde num segredo). Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade. E sei e sinto e vejo mais do que gostaria. E, se isto me orienta também me angustia. Você sabe: às vezes me falta destreza.
E para que não seja sempre assim tão ácido,
Não sejamos nós, antes sejamos laços:
Desses que se atam e desatam com delicadeza."
Marla de Queiroz
Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo. Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco. Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza. (Nasci explícita para que ninguém me guarde num segredo). Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade. E sei e sinto e vejo mais do que gostaria. E, se isto me orienta também me angustia. Você sabe: às vezes me falta destreza.
E para que não seja sempre assim tão ácido,
Não sejamos nós, antes sejamos laços:
Desses que se atam e desatam com delicadeza."
Marla de Queiroz
terça-feira, 26 de junho de 2012
A corda do violão se rompeu.A música parou. O sol pôs o horizonte tão
longe que escureceu o dia, o entardecer desbotou. O desenho à traço e preto e
branco foi colorido até a metade. Os sonhos foram suspensos. Os suspiros
interrompidos. Faltou ar na respiração do destino. A hora pede esmola ao acaso.
O caso de amor virou estrela (de)cadente, fez-se o pedido, cruzou os dedos da
esperança, mas caiu. O desejo de criança se resumiu a um de repente quase
inconsequente, que brincou de ser felicidade.
A pessoa triste é esquecida, não tem idade. A pessoa triste só é
querida pela a solidão. A pessoa triste só te serve quando sorri. O
"nós" virou só um. O um, virou um pó. O pó foi arrastado ao vento e
jogado ao mar, e as vezes, afogados na tristeza das ondas, volta a me
buscar,querendo tocar de novo a mesma música, aquela que esqueci a letra, mas
ainda sei murmurar.
domingo, 24 de junho de 2012
"A
paixão, o encanto, é a ausência de palavras, é a vida revestida de silêncio e
transbordando insinuações. O amor sobrevive no mistério, no desvelamento
cotidiano que nunca chega à plenitude, porque tudo o que já está pleno, já está
pronto.
O amor só é amor porque é inacabado, é metade que chama, implora e pede clemência. Amar é uma interessante e bonita forma de carecer, de ser fraco, de entregar os pontos, de viver sem armas, como se por um instante, só por um instante, a luta que marca a nossa sobrevivência tivesse entrado em estado de trégua.
O encanto que sobrevive no amor só pode durar enquanto se estenderem os segredos que sacralizam a relação. E por isso é necessário retirar as sandálias dos pés, pisar com leveza, olhar com cuidado. O amor é amigo do silêncio. Sobrevive no querer dizer, na tentativa frustada de verbalizar o que é a crença da alma, o sustento do espírito.
A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora os navios, pousa os aviões, faz chegar os ausentes."
autor desconhecido
O amor só é amor porque é inacabado, é metade que chama, implora e pede clemência. Amar é uma interessante e bonita forma de carecer, de ser fraco, de entregar os pontos, de viver sem armas, como se por um instante, só por um instante, a luta que marca a nossa sobrevivência tivesse entrado em estado de trégua.
O encanto que sobrevive no amor só pode durar enquanto se estenderem os segredos que sacralizam a relação. E por isso é necessário retirar as sandálias dos pés, pisar com leveza, olhar com cuidado. O amor é amigo do silêncio. Sobrevive no querer dizer, na tentativa frustada de verbalizar o que é a crença da alma, o sustento do espírito.
A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora os navios, pousa os aviões, faz chegar os ausentes."
autor desconhecido
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Perdoa-me pelas desilusões que te causei.
E agradece-me pelos sonhos que despertei em ti; pois as desilusões não brotam senão onde antes floresciam os sonhos. Como no tempo se alternam os dias e as noites, alternam-se na vida os bons e os maus momentos. E, assim, nada é o que parece ser. Pois mesmo na tristeza da despedida existe uma oculta alegria, que é a esperança do reencontro. E é no amargor da saudade que se oculta a doçura das lembranças.
Se em todo caso de amor existe alguém que mais ama, a esse será reservado o quinhão maior do sofrimento da separação. E é justo que assim seja, por lhe ter cabido a porção maior de felicidade.
Parte, se assim o desejas. Pois nada me tomas, senão aquilo que me deste; e, por isto, de direito te pertence. Deixa, apenas, que eu te olhe mais uma vez.
Para que a tua imagem se entrone no altar da minha saudade. Pois não são os teus olhos que pretendo guardar, mas a luz do teu olhar.
Assim como não são os teus lábios que desejo reter, mas o sabor dos teus beijos.
E não é do teu corpo que preciso, mas do calor do teu amor. Pois o amor não é como a paixão, que se nutre do que se pode ver, mas como a religião, que se alimenta do que se pode sentir. Conforta-me o saber que não nos deixamos por desamor, mas por não entendermos o Amor.
Sigamos, pois; e, seguindo, conservemos as lembranças do que houve entre nós.
Para que, mais sábios e menos egoístas, saibamos reconhecer a face do Amor, e conservá-lo em nossa companhia.
Se voltarmos a encontrá-lo em nossos caminhos.
Gibran Khalil Gibran
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