quinta-feira, 15 de março de 2012

Dos (meus) desejos





Quero me transformar num sorriso, daqueles tão sinceros que chegamos a apertar os olhos. Quero apertar as palavras pra aumentar a frase, misturar minha estrofe ao seu refrão.
Quero me transformar nos seus olhos, que transbordam sua alma de uma maneira tão pura que chega a fugir gotas de sonhos pelo seu rosto.
Queria dançar até adormecer meus pés, colocar um auto falante no céu e sair pela rua contagiando todos com alegria. Queria mais horas no meu dia, e queria que todos pudessem ser pedaços de versos. E, através de cada olhar eu iria escrever uma poesia única, derramada no que cada um tem de mais intimo, mais secreto, mais sagrado.
Quero sentir que você pode sentir mais, ser um ser menos concreto, que se deixe levar sem vergonha ou pré conceitos estabelecidos.Quero ser sempre rio, pés na água à margem dos meus desejos. Quero estar sempre na ponta dos pés e na ponta da frase de exclamação. Quero contemplar a natureza das coisas e não coisas, ser uma meditação inconsciente em forma de agradecimento. Ser forte, ter um norte, ser sempre uma conjugação - AR - IR - 
Quero ser verbo no gerúndio, que faz o presente um ato continuo de doação. E que eu possa doar-me intensamente a ele, sem ter a angústia de querer vestir-me do amanhã.
E vivendo, vou vendo em cada esquina fonte de inspiração, onde a paz respira pelos meus poros abertos como o céu. Quero que entendam esse meu jeito quieto, pois ele é fruto de uma observação constante e continua das (re)ações do universo e das re(ve)lações do meu interior.
Quero ser o inverso do certo com uma boa dose de amor incondicional, quero ser simples no meu complexo, como um sorriso de criança... 

Quero transformar-me diariamente nesse sorriso.

terça-feira, 13 de março de 2012

Los secretos del alma...en el silencio (Carlos Rangel)




Quando se aprende a contemplar a vida, na sua maior simplicidade, se atinge um estado de meditação constante, que vem com um sempre agradecimento!
Ao procurar a paz vestida de dai-a-dia encontro comigo mesma, respiro, inspiro, e encho meus pulmões de sonhos que me dizem diariamente pra seguir em frente.

sábado, 10 de março de 2012



 Porque em cada pedaço de um verso meu dorme um canto seu....



“Sempre permaneça aventureiro.
Por nenhum momento se esqueça de que
a vida pertence aos que investigam.
Ela não pertence ao estático;
Ela pertence ao que flui.
Nunca se torne um reservatório,
sempre permaneça um rio.”
Osho

quinta-feira, 8 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As vezes é preciso rasgar todas minhas paginas de dentro pra que se possa escrever uma nova historia.E reescrever algo significa jogar fora todos os travessões atravessados no contexto e colocar uma nova pontuação. Fala alto a experiência que brinca de intuição. Reescrevo-me diariamente e acho que assusto quem de fora me olha. Só quem consegue enxergar minha existência entende esse lado lúcido e quase inconsequente de viver. Acredito ser tão minha que as vezes, inconsciente, me perco. É como se eu me trancasse por dentro e guardasse a chave do lado de fora, poucos conseguem me abrir por inteiro. Sou feita de emergências quietas, sou imersa em águas claras e profundas. Meu mergulho no hoje me faz perceber os antônimos que brincam em mim. Corpo quente beijado pelo Sol versus o mar salgado de sonhos, congelando meus pensamentos. Deitada sobre as ondas confundo meus cabelos com as ideias, que ja estavam quase dormentes pelo frio da correnteza. A incerteza de estar certa formigam na mente. Afundo-me em totais exageros por querer-me eu. Meu jeito simples me entende na maioria das vezes. meu jeito urgente me estende ate o limite do meu autoconhecimento. As vezes me aceito com todas as dores e alegrias que meu nome de flor carrega. Outras carrego o fardo de uma sensibilidade exagerada, que cospe no encantamento do meu dia-a-dia inventado. Ainda assim prefiro ser superlativo de mim mesma. Construo-me com todos meus conflitos, pendências, chuvas, decepções, indagações,êxtases, magoas, aplausos, abraços, despedidas, chegadas, renuncias, denuncias, apegos, atalhos, detalhes, consolos, silencio e explosão. Tantas vezes me pego fazendo uma coletânea de mim, bem ao estilo "O melhor de", onde posso somente estar disponível ao que incrementa meu refrão.
Tudo é matéria prima que esculpe essa mola interna que vive no meu dentro. Sou impulso de vida e expulso da minha rotina quem respira acomodação. Porque quase tudo que habita em mim não descansa, arde.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Da inspiração

Ontem fui surpreendida pela invasão das palavras que agitavam meu pensamento. Era como se todas estivessem em um caldeirão, fervilhando emoções contidas e querendo formar conclusões de coisas que eu mesma não sei se podem se dar ao luxo de ter ponto final. Letras precipitadas e verbos que acham estar no presente mais-que-perfeito se misturam a todo tempo, dando forma ao sentimento ao mesmo tempo que se desfiguram em um breve ponto de interrogação. As frases estalam na mente e fogem no meio da madrugada. Desperto desesperada, ou melhor levando pra não deixar deitar o fresco que estão todas as conjugações e conexões ainda que fora do contexto. Ergo as palavras de forma rasa e as afundo a cada frase, amarrando um sentido abstrato, sem acento, sem rumo, sem crase; entre o raso e o profundo, na verdade ainda entre parêntesis. Registro a ideia como quem usa um pretexto pra desabafar. Deixa-me passar. Me da licença poética, pois eu não seria ética se no meio dessa noite não me deixasse levar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SÓ mais um SÓ


O belo habita o simples, mas ser simples não significa ser singular.
Você só é singular quando engole o S do Sonho.
Seja Plural com todas as extravagâncias e excessos que isso exige.

Ser muito é ser único. Ser único é ser raro. Seja mais diante de menos. Nunca é demais estarmos sempre acompanhados - 1+1 - nem que seja de nós mesmos.
Ser plural é ser mais. E esse MAIS se torna tão maior, mesmo dentro de toda sua simplicidade.

o EU, o TU e os NÓS

O EU

É generoso doar palavras. É um ato tão nobre quanto dar alimento a quem tem fome.
E eu ando com urgência de me (des)escrever vorazmente. Ando faminta de porquês.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Desembrulha-me.



Hoje quero dar motivos aos sorrisos frouxos. Há muito dessa vida que escurecemos por descuido do nosso olhar. Quero dar a mim o prazer de me desembrulhar. Eu, crua em todas minhas virtudes, pessoa que brinca de ser verso sem rima, metade menina e meio despreocupada com o tempo. Meio vendaval carrego um caos quieto que tem uma parcela estranha de paz que acha ser brisa. Quero acreditar a todo custo que não custa nada amar sem medida, doar-se a vida, se jogar aberta e livremente aos sentimentos mais ocultos que habitam cada alma. E que o MEU e o SEU se misturem a tal ponto que o NOSSO todo seja quase pouco, que o tanto de sonho que ainda me sobra grite silenciosamente ate sentir- te rouco e que eu seja sempre suficiente na minha medida. Que eu desembrulhe a mulher que tem nome de flor e  nasceu na primavera sempre que as dificuldades pintarem a minha porta. E embrulhe o punhado de medo que sobra no canto do peito. E saiba joga-los fora. E que cada tropeço seja como um soluço dos meus pés ( que encontrem solução). Quero que os mistérios da vida se convertam em pingos de aquarela, lavados pelo mar que fogem de meus olhos e ainda assim me desatam os nós do coração e faz de mim e tu - NÓS - tão plurais dentro da nossa singularidade. Não quero ter idade pré definida nem ser banida por não ser igual. Desembrulho minha sensibilidade na sua totalidade, com todos e tantos riscos que isso implica. Quero dar motivos pra essa existência ser sempre uma suplica de mais magia mesmo com toda dose de realidade. Guardo um sorriso na manga e o que me assusta assopro como quem apaga uma vela e faz um pedido. Me chamo presente, sempre embrulhada na deliciosa surpresa do papel da vida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bora mudar o rumo da prosa antes que essa prosa mude meu rumo!

e para celebrar esse pensamento comemoro com a querida Marla de Queiroz!


‎"Se, ao acordar, posso escolher uma roupa, posso escolher também o sentimento que vai vestir meu dia. Se, no percurso, posso errar o caminho
posso também escolher a paisagem que vai vestir meus olhos.
A mesma articulação que tenho para reclamar, tenho para agradecer.
E, se posso me adornar com a alegria, não é a tristeza que eu vou tecer.
Que hoje e sempre, seja mais UM BELO DIA!"


Amém!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Essa sonolência toda esta se aliando a melancolia, que transforma noite em dia e escurece meus olhos de sonhos. Na verdade toda a tristeza esta se alimentando desse sono todo e de tantos desacordos que ando convivendo em meu pensamento. Um momento, quando foi que me perdi? quando perdi o tom, a afinação, pra onde devo ir? 
Melhor adormecer menina. Recostar seus medos vagarosamente no suspiro da noite. Somente ao dormir me esqueço de tanto sofrimento, faço de conta que me acordo, que me recordo e reescrevo essa historia do mesmo jeito que eu um dia li.

"Ela quer saber o que fazer pra parar a dor. Eu não sei. Sei que a mesma chuva que alaga é a que fertiliza poemas, que desata os choros, que prolonga aquele encontro ou o impede. A mesma chuva que me torna introspectiva e preguiçosa é a que enche minhas pétalas de gotinhas tão perfeitas que nutre uma sede absurda que nasci tendo. E quando faz sol, eu me amplio toda e fico ali, crestando, me retorcendo de prazer ouvindo aquele barulhinho delicado e sutil da umidade se ausentando. E deixo, deixo mesmo que a luz entre e transborde o meu solzinho interno, aquele do meu plexo perto do coração, pra que meu olhar se encha de faisquinhas de vida novamente, de mais fome de tudo.

Quando dói em mim, eu deixo. Deixo doer até a última gotinha de água salgada. Depois ela se vai. A dor não quer outra coisa que não seja exercer sua função: doer. E não é banalizando, embotando as emoções que ela vai deixar de surgir de tempos em tempos. Não sei como dói em você, mas por saber como dói a minha dor eu imagino a sua: de tão abstrata incomoda fisicamente, de tão ignorada ela se humaniza...em nós. No que eram laços.

Deixe doer o que for honesto.Deixe alagar seus olhos de chuva, escorrer pelo seu rosto e traçar caminhos sinuosos ou retas perfeitas como fazem os rios. A dor só quer te lembrar que há vida naquilo que você rejeitou porque compunha um outro extremo do que imaginamos ser a felicidade. Ela quer que você adquira sabedoria experimentando a totalidade..."

(Acho que o que mais dói na dor, é porque ela nos deixa tristes).

Marla de Queiroz

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Esse semi adeus esta desbotando meu coração.
Não estava preparada para novas despedidas, frequentes até logo que soam como uma poeira no canto dos sonhos. Eu já devorava urgência de você! Esse pedaço que se vai, esta varrendo todo e qualquer pensamento de amor e o jogando vagarosamente para gaveta dos medos.O agora esta espremendo os segundos disfarçados de hora. Chega a saudade. Não esta dando tempo pra solidão ir embora e eu, fecho as portas dos acontecimentos da minha alma, que agitados por tanta duvida e falta de calma, tiram o chão de meus pés já sem asas.
Boa noite menino.Ao me embalar para dormir, conta em segredo ao meu travisseiro que casa comigo. Pois ele irá me susurrar baixinho visitando meus sonhos. E assim, despertarei menos aflita com o silencio dessa manha que não acorda.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Meus olhos abrem sem que meu coração amanheça. Queria apenas um colo quente, brincar de cabaninha e pra ela fugir,emergindo meus sentimentos.Queria pedir que o destino me esqueça e precisava de uma boa dose de anestesia no meu novo dia-a-dia, para que eu não entristeça sempre que buscar por seu abraço de quem vem pra ficar.Cada dia que acorda atras da minha janela tem trazido o peso da escuridão da noite, não tenho conseguido brincar de faz de conta e mentir pra mim mesma que será fácil conviver com as horas que estão por vir sem ter você ao lado. Eu queria mesmo amarrar seus pés nos meus sonhos, acalmar o tanto de sal que foge do meu peito através dos olhos meus e junta-lo
ao mel da sua boca, pois somente ela podera me trazer a quietude que minha alma implora.
"Este silêncio é assustador. Não porque talvez ele não seja necessário, mas porque mesmo sendo necessário, ele machuca. E ando muito ferida pra suportar um pouco mais de dor. Então eu queria que alguém me dissesse que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me desnorteado demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto.E ainda há a saudade.E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longínquo!E estou com pressa, e sede e fomes demais. Percebe como minhas palavras estão respirando com dificuldade? Então eu te peço pra não me deixar tão sozinha assim nesta fase. Mesmo que haja sol e as ondas vão e venham incansavelmente me lembrando do movimento da vida, a sua voz me faz tanta falta quanto uma brisa. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço termina porque as pessoas têm as suas vidas. E ainda, o barulho das cidades têm me incomodado tanto quanto este silêncio denso. Então eu fico sem saber pra onde ir. E fico tão sonolenta e encolhida no meu canto até que alguém venha me abraçar novamente. E às vezes esse socorro demora tanto por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. De paz. Por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada."

Marla de Queiroz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mais uma pro meu ensaio e sonhos de uma borboLETRA.....

E é através de seus pequenos olhos cafés que eu amanheço.....

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012




“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”
Clarice Lispector 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pedi a ele para fazer um canto do meu conto. 
Logo escuto o encanto do encontro dos meus versos entrelaçados à melodia das suas cordas. Acordo cada canto do meu corpo e conto a todos, toda cheia de mim, que meu amor viveu para encontrar o teu dentro. 


E foi o teu dentro que me ensinou a cantarolar.....




laralá ( canto de saudade)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mais tempo

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Na pauta de hoje esta a pausa de amanhã........

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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E eu, que esqueci de ir embora
sentada na esquina da hora
me vi passar e me perdi.......


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Asunción de ti ( Mario Benedetti)



Quién hubiera creído que se hallaba
sola en el aire, oculta,
tu mirada.
Quién hubiera creído esa terrible
ocasión de nacer puesta al alcance
de mi suerte y mis ojos,
y que tú y yo iríamos, despojados
de todo bien, de todo mal, de todo,
a aherrojarnos en el mismo silencio,
a inclinarnos sobre la misma fuente
para vernos y vernos
mutuamente espiados en el fondo,
temblando desde el agua,
descubriendo, pretendiendo alcanzar
quién eras tú detrás de esa cortina,
quién era yo detrás de mí.
Y todavía no hemos visto nada.
Espero que alguien venga, inexorable,
siempre temo y espero,
y acabe por nombrarnos en un signo,
por situarnos en alguna estación
por dejarnos allí, como dos gritos
de asombro.
Pero nunca será. Tú no eres ésa,
yo no soy ése, ésos, los que fuimos
antes de ser nosotros.

Eras sí pero ahora

suenas un poco a mí.
Era sí pero ahora
vengo un poco de ti.
No demasiado, solamente un toque,
acaso un leve riesgo familiar,
pero que fuerce a todos a abarcarnos
a ti y a mí cuando nos piensen solos.

2

Hemos llegado al crepúsculo neutro
donde el día y la noche se funden y se igualan.
Nadie podrá olvidar este descanso.
Pasa sobre mis párpados el cielo fácil
a dejarme los ojos vacíos de ciudad.
No pienses ahora en el tiempo de agujas,
en el tiempo de pobres desesperaciones.
Ahora sólo existe el anhelo desnudo,
el sol que se desprende de sus nubes de llanto,
tu rostro que se interna noche adentro
hasta sólo ser voz y rumor de sonrisa.

3

Puedes querer el alba
cuando ames.
Puedes
venir a reclamarte como eres.
He conservado intacto tu paisaje.
Lo dejaré en tus manos
cuando éstas lleguen, como siempre,
anunciándote.
Puedes
venir a reclamarte como eras.
Aunque ya no seas tú.
Aunque mi voz te espere
sola en su azar
quemando
y tu sueño sea eso y mucho más.
Puedes amar el alba
cuando quieras.
Mi soledad ha aprendido a ostentarte.
Esta noche, otra noche
tú estarás
y volverá a gemir el tiempo giratorio
y los labios dirán
esta paz ahora, esta paz ahora.
Ahora puede venir a reclamarte,
penetrar en tus sábanas de alegre angustia,
reconocer tu tibio corazón sin excusas,
los cuadros persuadidos,
saberte aquí.
Habrá para vivir cualquier huida
y el momento de la espuma y el sol
que aquí permanecieron.
Habrá para aprender otra piedad
y el momento del sueño y el amor
que aquí permanecieron.
Esta noche, otra noche 
tú estarás,
tibia estarás al alcance de mis ojos,
lejos ya de la ausencia que no nos pertenece.
He conservado intacto tu paisaje
pero no sé hasta dónde esté intacto sin ti,
sin que tú le prometas horizontes de niebla,
sin que tú le reclames su ventana de arena.
Puedes querer el alba cuando ames.
Debes venir a reclamarte como eras.
Aunque ya no seas tú,
aunque contigo traigas
dolor y otros milagros.
Aunque seas otro rostro 
de tu cielo hasta mí.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012




"O estômago revirado
na boca da noite,
A lua rolando no escorrega,
Meu coração tomando vento
e soprando estrelas a cada batida,
Sua voz sem fim,
em mim.
Sou da cor do impossível
diminuto inesquecível,
maçã mordida ao acaso,
coisa que se enrola num
casulo
sem abraço."

( do blog da amiga Be Lins )
"La poesía vive en las capas más profundas del ser, en tanto que las ideologías y todo lo que llamamos ideas y opiniones constituyen los estratos más superficiales de la conciencia. El poema se nutre del lenguaje vivo de una comunidad, de sus mitos, sus sueños y sus pasiones, esto es, de sus tendencias más secretas y poderosas. El poema funda al pueblo porque el poeta remonta la corriente del lenguaje y bebe en la fuente original. En el poema la sociedad se enfrenta con los fundamentos de su ser, con su palabra primera."


Octavio Paz

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entre dois pontos, a reta
entre o eco e o oco, o vazio
entre o alvo e o tempo,a meta
entre o frio e o sopro, o arrepio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Alegria na tirsteza

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O sonho do poeta





O sonho de um poeta é capturar a inspiração inquieta e guarda-la na gaveta dos pensamentos.
Como quem corre atras de borboletas em um vendaval e segura uma com o cuidado que pede o tempo.
E debruçando as silabas no canto de cada frase, nasce o encanto de voar palavras, sopros e suspiros de cristal que dançam em forma de linha reta. Cada virgula certa é a pausa do depoimento do coração, é o soluço aceso no excesso de sentimento que, ao declarar-se a sua amada, torna o sonho do poeta uma obra acabada, escrevendo rimas de forma declarada o que ainda não é esquecimento.




Sonhar e não ficar sem ar......
....Sonha a dor quem é poeta