quinta-feira, 1 de julho de 2010
Chegamos em casa amor.
Habitamos por tanto tempo entre paredes vazias de frias memórias e um desejo intenso de nos encontrar, e nos encontramos em sonhos perdidos e em esperanças loucas, pois assim era a vida antes de entrarmos nesse lar... Passeamos de bar em bar, de rosto em rosto, saboreando outros gostos, mas nada se compara ao seu olhar, nada me toca mais que teus sons em tons de riso, teus braços a me moldar...
Chegando em casa amor, te encontrei. Tão desconhecido e tão familiar. Sentado à mesa, me esperando para conversar, cabeça baixa olhar perdido, solidão vazia, cheia de saudades e desejo...
Estivemos perdidos pelos anos, pelo sabor de enganos, sensação de impotência diante ao destino,que, parecendo ainda ser um menino resolveu brincar de nos esconder, e separados vivemos até minha alma habitar a sua e dela fazer moradia, nela meu espirito habitar... Esta é a casa a qual chamo lar...
E o desejo que parecia tão distante se desmancha diante de nossos sonhos, cobrindo de lágrimas sorridentes a historia escrita como roteiro de romance, tão inacreditável na impossibilidade, especialmente improvável , mas escrevendo lentamente em cada pedaço seu todo o meu inconsciente, e toda minha coincidência de te sonhar, na minha loucura de te amar e saciar a falta que senti na ausência que tua presença fez longe de mim...
Chegamos na casa do amor.
Aahh ela parecia ser feita de areia antes dessa tamanha força pura nos invadir. Ela fingia ser amiga, quando na verdade era uma inimiga mansa mascarada de verdade... Antes de ti tudo era mentira, era tudo vaidade. uma inverdade crua que me preenchia de sonhos inacabados, e fazia a morada fria, a vida fingida...
Antes de ti minhas casas foram baralhos embaralhados no meu coração que faziam colunas, paredes e pilares, mas que num sopro mais forte se revelou tão frágil, vulnerável, pequeno...foi-se ao chão, e nada era seguro, nem amor vivido e sentimento maduro, casas de cartas, cartas marcadas, vidas perdidas...
As casas de antes eram habitadas pelo eco, por inquietos suspiros que te procuravam, que buscavam seu peito para descobrir abrigo. E por fim, em casa chegamos, e juntos, somente juntos, habitamos a maior verdade interior que corre nas veias e pulsa no fluxo da vida. Em você encontrei morada...
Que brinca leve, na leveza inocente de amar o amor, de levar seu nome no meu, de estar perto e mais, de estar dentro. Abro todas as portas, mas fecho as janelas pro vento não nos arrastar. Abro as páginas sem versos e dedico-me aos poucos às suas letras, seus verbos, rimas inesperadas que acariciam vagarosamente uma história que constrói minha identidade. E me faço dia à dia, percorrendo sua geografía para encontrar o meu caminho... E fiz festa ao te encontrar, revivi minha alegria simplesmente em te amar...
Sou metade sem sua moradia, sou covarde no meio dessa ironia e invento coragem todo dia que não o vejo...
E se te achei, me achei junto e seguimos então no nosso eterno gerúndio de ser capaz de vestir o sentimento de cores quentes, pinta-lo cada dia diferente, compor uma canção através do tempo para imortalizar esse momento onde habita-me com sua alma e vivo em ti, na sua calma esperança, na nossa generosa semelhança , entre as paredes do seu sorriso, que levo, trancado a sete chaves, no meu rosto, e me perco só de pensar no seu gosto, e te chamo de meu amor, de meu lar...
Hoje celebraremos o encontro e a vida... Ponha seu terno novo, vou polir a prataria... Quero a casa ilumida, minha pele arrepiada ao encontar teus olhos, vou sentir a alegria de te amar noite e dia nesse nosso lindo canto... Te serei eternamente companheira complacente e amante apaixonada!... Beberei na tua fonte, matarei a tua fome e para sempre vou te amar... Novamente eu abro as portas para a felicidade entrar e invadir o nosso lar!...
Celso Leal e Lilian Vereza
quinta-feira, 24 de junho de 2010
( Para quien me enseño que cuando si queire de verdad NADA ni NADIE DETIENE EL SENTIMIENTO)
Nas gavetas da velha cômoda!!!
Todo dia eu acordo e me separo de você. Levanto, guardo os sonhos na gaveta da velha cômoda e troco o pijama. Saio de casa em rotineira condição. Reparo em minha própria sombra no chão e sinto falta da outra que sempre esteve ali ao lado. Como distrair o pensamento de algo que se quer pensar, mas não se deve? Como amordaçar o que se sente para não mais sentir? Não sei.
Todo dia eu acordo e me separo de você. Sigo meu caminho e busco outros prazeres. Preencho as lacunas de pensamento com chocolate e televisão. Troco os móveis de lugar para que nada me lembre o que eu não devo lembrar. E diante do espelho me convenço de que tudo isso é essencial. Chega uma hora, na vida, que temos que adotar certas medidas de segurança. É quando percebemos que só nós podemos nos salvar. Então, fica combinado assim: eu me salvo e você se salva. E a gente se vê qualquer dia. No último instante da história ou, quem sabe, nunca. Só em sonhos. Daqueles que guardamos nas gavetas da velha cômoda.
Todo dia eu acordo e me separo de você. Pago contas, anoto recados, vou ao cinema, pego transito e pareço seguir em frente. Me separo de você e de tudo o que eu não quero mais viver. E encerro qualquer possibilidade de diálogo que possa nos fazer voltar atrás. Pois o tempo não se curva. E já não somos mais os mesmos. Faz tempo.
E todo dia eu acordo de me separo de você mais um pouco...enquanto passam os anos...nove, dez...o tempo sorri do meu esforço diário. E já não tenho notícias suas. E já não sei o que dizer quando me perguntam """"e fulano que fim levou?"""". E percebo que aprendi a adestrar os pensamentos e lidar com as mordaças adequadas aos arredios sentimentos.
E assim, todo dia eu acordo e me separo de você de novo. E preencho mais gavetas, com mais sonhos improváveis. Porque chega uma hora, na vida, que temos que adotar certas medidas de segurança. E ando pelas ruas somente com a minha sombra e tudo parece estar no seu lugar. Pareço seguir em frente. E, assim, vou me separando de você, em frações de tempo, todo dia de manhã quando acordo.
O problema é que toda noite eu adormeço e me caso com você de novo.
Texto de Maira Vianna
Todo dia eu acordo e me separo de você. Pago contas, anoto recados, vou ao cinema, pego transito e pareço seguir em frente. Me separo de você e de tudo o que eu não quero mais viver. E encerro qualquer possibilidade de diálogo que possa nos fazer voltar atrás. Pois o tempo não se curva. E já não somos mais os mesmos. Faz tempo.
E todo dia eu acordo de me separo de você mais um pouco...enquanto passam os anos...nove, dez...o tempo sorri do meu esforço diário. E já não tenho notícias suas. E já não sei o que dizer quando me perguntam """"e fulano que fim levou?"""". E percebo que aprendi a adestrar os pensamentos e lidar com as mordaças adequadas aos arredios sentimentos.
E assim, todo dia eu acordo e me separo de você de novo. E preencho mais gavetas, com mais sonhos improváveis. Porque chega uma hora, na vida, que temos que adotar certas medidas de segurança. E ando pelas ruas somente com a minha sombra e tudo parece estar no seu lugar. Pareço seguir em frente. E, assim, vou me separando de você, em frações de tempo, todo dia de manhã quando acordo.
O problema é que toda noite eu adormeço e me caso com você de novo.
Texto de Maira Vianna
quinta-feira, 17 de junho de 2010
ANJO
"O problema com o homem moderno é que esquecemos a linguagem do silêncio, esquecemos o caminho do coração. Esquecemos completamente que há uma vida que pode ser vivida por meio do coração.
Somos muitos presos à cabeça, e porque estamos demais na cabeça não fazemos qualquer sentido na expressão do amor."
"Não tente possuir a vida — isso é o que o ego tenta fazer.
Não tente agarrá-la, permita ser possuído por ela. Seja subjugado por ela, seja inundado por ela.
E você saberá tão profundamente que nunca poderá dizer "eu sei". Você saberá tão intimamente que não poderá reduzi-la a conhecimento.
Apenas coisas superficiais podem ser reduzidas a conhecimento. Quanto mais profunda é uma verdade, mais difícil é reduzi-la a conhecimento. O conhecimento parece tão pálido, e a verdade está tão viva.
O conhecimento é descorado, insensível, e a verdade é a batida do coração, a circulação do sangue, a respiração do ar, o amor, a dança."
Osho
quarta-feira, 16 de junho de 2010
"Cuando tú apareciste, penaba yo en la entraña más profunda de una cueva sin aire y sin salida. Braceaba en lo oscuro, agonizando, oyendo un estertor que aleteaba como el latir de un ave imperceptible. Sobre mí derramaste tus cabellos y ascendí al sol y vi que eran la aurora cubriendo un alto mar de primavera. Fue como si llegara al más hermoso puerto del mediodía. Se anegaban en ti los más lucidos paisajes: claros, agudos montes coronados de nieve rosa, fuentes escondidas en el rizado umbroso de los bosques. Yo aprendí a descansar sobre tus hombros y a descender por ríos y laderas, a entrelazarme en las tendidas ramas y a hacer del sueño mi más dulce muerte. Arcos me abriste y mis floridos años, recién subidos a la luz, yacieron bajo el amor de tu apretada sombra, sacando el corazón al viento libre y ajustándolo al verde son del tuyo. Ya iba a dormir, ya a despertar sabiendoque no penaba en una cueva oscura, braceando sin aire y sin salida. Porque habías al fin aparecido."
(Rafael Alberti)
escutando "Pleamar" seguindo de "Amor dulce muerte" de Vicante Amigo.....Por Dios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
SEUS OLHOS ( Preto e branco)
Um dia encontrou meus olhos, afundou em minha alma, me descobriu em você.
Nesse dia cruzei mares, matei inimigos, viajei no tempo, toquei o horizonte.
Foi o dia em que sua fome de me saber me revelou seus mistérios, palavras secretas, sentimentos encobertos por neblina, somente esperando uma brecha de raio de sol para inundar seus olhos de luz.
Ah, seus olhos!
Me prendi neles e perdi minhas pernas através do azul de seus braços.
Azul.
Igual aquele infinito que franzimos a testa para tentar descobrir onde começa o mar e acaba o céu.
Ali mesmo onde misturados estavam meus braços afogados no azul do seu abraço infinito.
Toca-me tão sutilmente com a fúria de um vulcão adormecido. Desperta a ira dos Deuses, o sono dos imortais, os olhos dos cegos.
Nesse dia fomos o pão, o vinho, a hóstia sagrada. Letras abraçadas que com um sopro dos anjos ganhou forma plena. O dia em que seus olhos pequenos me fizeram uma visita. Olhos de avelãs, sedentos, curiosos. E sua boca inundada de palavras serenas esculpia cada minuto em mármore raro.Nesse dia, matamos a fome do prisioneiro, roubamos suspiros da lua e colecionamos o brilho das estrelas no olhar.
O dia em que frio e quente afundaram nossos pés na areia do deserto da vida.
O dia em que te vi, te vivi, te senti chegar.
Não pertenço ao mundo de regras e ilusões. Sou do hoje, do momento, filha das flores e irmã do vento.
Quero levar você comigo pequeno. Vem?
Onde meus pés não alcançam, onde silhuetas cintilantes dançam, onde você vive, onde seu rosto me é familiar.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Mosaico
Passo a vagar por mim, entre os ecos do pensamento
Tudo aqui é tão extenso que não me cabe
e embora acabe meu tempo
Dou-me o direito de simplesmente existir.
Foi nesse sopro de verdade entre minhas pálpebras que descobri seu rosto
Foi nesse vácuo do sentir, cólera de meus sonhos, incertos, quietos e ocultos
Que rompi as fronteiras de ser
simplesmente fui
E sou, não me bastando na imensidão de meus dois olhos curiosos
Passo vagarosamente pela inspiração, entre soluços e sílabas
Estilhaços de momentos que em um grande mosaico compõem meu verso
Construí frases sem sentido, sem memória, sem cerimônia
Que, sem-vergonha, invadiram minhas sensações cantando vitória,
fazendo um conto, narrando a minha situação.
Ora, simplesmente fui
E serei o suficiente para não caber-me mais
Desperdiçando as horas que acreditam ser eternas
Serei
a companhia do acaso teimoso em ser destino
a certeza de que se fui, fostes
e se serei, serás.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
"Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você .
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!"
Vinicíus de moraes
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você .
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!"
"Dejaré que muera en mí el deseo
de amar tus ojos dulces,
porque nada te podré dar sino la pena
de verme eternamente exhausto.
No obstante, tu presencia es algo
como la luz y la vida.
Siento que en mi gesto está tu gesto
y en mi voz tu voz.
No quiero tenerte porque en mi ser
todo estará terminado.
Sólo quiero que surjas en mí
como la fe en los desesperados,
para que yo pueda llevar una gota de rocío
en esta tierra maldita
que se quedó en mi carne
como un estigma del pasado.
Me quedaré... tu te irás,
apoyarás tu rostro en otro rostro,
tus dedos enlazarán otros dedos
y te desplegarás en la madrugada,
pero no sabrás que fui yo quien te logró,
porque yo fui el amigo más íntimo de la noche,
porque apoyé mi rostro en el rostro de la noche
y escuché tus palabras amorosas,
porque mis dedos enlazaron los dedos
en la niebla suspendidos en el espacio
y acerqué a mí la misteriosa esencia
de tu abandono desordenado.
Me quedaré solo como los veleros
en los puertos silenciosos.
Pero te poseeré más que nadie
porque podré irme
y todos los lamentos del mar,
del viento, del cielo, de las aves,
de las estrellas, serán tu voz presente,
tu voz ausente, tu voz sosegada."
de amar tus ojos dulces,
porque nada te podré dar sino la pena
de verme eternamente exhausto.
No obstante, tu presencia es algo
como la luz y la vida.
Siento que en mi gesto está tu gesto
y en mi voz tu voz.
No quiero tenerte porque en mi ser
todo estará terminado.
Sólo quiero que surjas en mí
como la fe en los desesperados,
para que yo pueda llevar una gota de rocío
en esta tierra maldita
que se quedó en mi carne
como un estigma del pasado.
Me quedaré... tu te irás,
apoyarás tu rostro en otro rostro,
tus dedos enlazarán otros dedos
y te desplegarás en la madrugada,
pero no sabrás que fui yo quien te logró,
porque yo fui el amigo más íntimo de la noche,
porque apoyé mi rostro en el rostro de la noche
y escuché tus palabras amorosas,
porque mis dedos enlazaron los dedos
en la niebla suspendidos en el espacio
y acerqué a mí la misteriosa esencia
de tu abandono desordenado.
Me quedaré solo como los veleros
en los puertos silenciosos.
Pero te poseeré más que nadie
porque podré irme
y todos los lamentos del mar,
del viento, del cielo, de las aves,
de las estrellas, serán tu voz presente,
tu voz ausente, tu voz sosegada."
Vinicíus de moraes
quarta-feira, 26 de maio de 2010
“Conté mis años y descubrí, que tengo menos tiempo para vivir de aquí en adelante, que el que viví hasta ahora...
Me siento como aquel chico que ganó un paquete de golosinas: las primeras las comió con agrado, pero, cuando percibió que quedaban pocas, comenzó a saborearlas profundamente. Ya no tengo tiempo para reuniones interminables, donde se discuten estatutos, normas, procedimientos y reglamentos internos, sabiendo que no se va a lograr nada.Ya no tengo tiempo para soportar absurdas personas que, a pesar de su edad cronológica, no han crecido.Ya no tengo tiempo para lidiar con mediocridades.No quiero estar en reuniones donde desfilan egos inflados.No tolero a maniobreros y ventajeros.Me molestan los envidiosos, que tratan de desacreditar a los más capaces, para apropiarse de sus lugares, talentos y logros.Detesto, si soy testigo, de los defectos que genera la lucha por un majestuoso cargo. Las personas no discuten contenidos, apenas los títulos.
Mi tiempo es escaso como para discutir títulos.Quiero la esencia, mi alma tiene prisa...
Sin muchas golosinas en el paquete...
Quiero vivir al lado de gente humana, muy humana.Que sepa reír, de sus errores.
Que no se envanezca, con sus triunfos.Que no se considere electa, antes de hora.
Que no huya, de sus responsabilidades.Que defienda, la dignidad humana.
Y que desee tan sólo andar del lado de la verdad y la honradez.Lo esencial es lo que hace que la vida valga la pena.Quiero rodearme de gente, que sepa tocar el corazón de las personas…
Gente a quien los golpes duros de la vida, le enseñó a crecer con toques suaves en el alma.Sí… tengo prisa… por vivir con la intensidad que sólo la madurez puede dar.Pretendo no desperdiciar parte alguna de las golosinas que me quedan…
Estoy seguro que serán más exquisitas que las que hasta ahora he comido.
Mi meta es llegar al final satisfecho y en paz con mis seres queridos y con mi conciencia.Espero que la tuya sea la misma, porque de cualquier manera llegarás..."
Me siento como aquel chico que ganó un paquete de golosinas: las primeras las comió con agrado, pero, cuando percibió que quedaban pocas, comenzó a saborearlas profundamente. Ya no tengo tiempo para reuniones interminables, donde se discuten estatutos, normas, procedimientos y reglamentos internos, sabiendo que no se va a lograr nada.Ya no tengo tiempo para soportar absurdas personas que, a pesar de su edad cronológica, no han crecido.Ya no tengo tiempo para lidiar con mediocridades.No quiero estar en reuniones donde desfilan egos inflados.No tolero a maniobreros y ventajeros.Me molestan los envidiosos, que tratan de desacreditar a los más capaces, para apropiarse de sus lugares, talentos y logros.Detesto, si soy testigo, de los defectos que genera la lucha por un majestuoso cargo. Las personas no discuten contenidos, apenas los títulos.
Mi tiempo es escaso como para discutir títulos.Quiero la esencia, mi alma tiene prisa...
Sin muchas golosinas en el paquete...
Quiero vivir al lado de gente humana, muy humana.Que sepa reír, de sus errores.
Que no se envanezca, con sus triunfos.Que no se considere electa, antes de hora.
Que no huya, de sus responsabilidades.Que defienda, la dignidad humana.
Y que desee tan sólo andar del lado de la verdad y la honradez.Lo esencial es lo que hace que la vida valga la pena.Quiero rodearme de gente, que sepa tocar el corazón de las personas…
Gente a quien los golpes duros de la vida, le enseñó a crecer con toques suaves en el alma.Sí… tengo prisa… por vivir con la intensidad que sólo la madurez puede dar.Pretendo no desperdiciar parte alguna de las golosinas que me quedan…
Estoy seguro que serán más exquisitas que las que hasta ahora he comido.
Mi meta es llegar al final satisfecho y en paz con mis seres queridos y con mi conciencia.Espero que la tuya sea la misma, porque de cualquier manera llegarás..."
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.'
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena.E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade(1893-1945)
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.'
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena.E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade(1893-1945)
terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Do outro lado da ponte é que vive o seu amor....
Eu vi nos olhos, nas frases mal resolvidas, estava nas entrelinhas e nas palavras não ditas.
Eu vi nos olhos, nas frases mal resolvidas, estava nas entrelinhas e nas palavras não ditas.
Eu senti na carne a marca das unhas do silencio, entrava na indecência do medo e na história mal contada.
Ele estava na estrada, falou tudo sem pronunciar nada, tornou as palavras desnecessárias e as verdades mascaradas.
Não pediu permissão, nem licença, deu uma desculpa esfarrapada e mudou de assunto assim como as estações mudam de cor...
Vi en los ojos, en las frases no resueltas, se encontraba entre las líneas y palabras no dichas.
Sentí en la carne la marca de las uñas del silencio, entraba en la indecisión del miedo y en la historia no terminada.
Él estaba en el camino, lo dijo todo sin decir nada, no pidió permiso o licencia, le dio una excusa mal explicada y cambió de tema como las estaciones cambian el color....
A despedida
é um campo de lírios pálidos
é a procissão de sonhos silenciosos
que, como bem-te-vis desanimados,
interromperam o bater das asas
caindo em solo ao cair a noite
A despedida
é o entardecer do olhar cansado
é o porto desfalecido da saída
que de ida em ida
testemunha tanta partida
que passa despercebida ao coração alienado...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
"É maravilhoso como você consegue falar diretamente ao meu coração. Sem dizer uma única palavra, você consegue iluminar a escuridão.Tente como eu nunca vou conseguir explicaro que eu ouço quando você não diz nada
O sorriso no seu rosto me faz saber que você precisa de mim. Existe uma verdade nos teus olhos dizendo que você nunca vai me deixar
O toque da tua mão me diz que você vai me segurar onde quer que eu caia
Você diz isso melhor quando você não diz nada
Durante o dia consigo ouvir pessoas conversando alto
Mas quando você me traz para perto
Você destrói a multidão.
Tente como eles, eles nunca vão conseguir definir
O que foi dito entre o seu coração e o meu"
"It's amazing how you can speak right to my heart Without saying a word, you can light up the dark
Try as I may I can never explain what I hear when you don't say a thing
The smile on your face Lets me know that you need me. There's a truth in your eyes saying you'll never leave me. The touch of your hand
Says you'll catch me wherever I fall
You say it best when you say nothing at all..."
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Dia da Terra!
"LA tierra verde se ha entregado
a todo lo amarillo, oro, cosechas,
terrones, hojas, grano,
pero cuando el otoño se levanta
con su estandarte extenso
eres tú la que veo,
es para mi tu cabellera
la que reparte las espigas.
Veo los monumentos
de antigua piedra rota,
pero si toco
la cicatriz de piedra
tu cuerpo me responde,
mis dedos reconocen
de pronto, estremecidos,
tu caliente dulzura.
Entre los héroes paso
recién condecorados
por la tierra y la pólvora
y detrás de ellos, muda,
con tus pequenos pasos,
eres o no eres?
Ayer, cuando sacaron
de raíz, para verlo,
el viejo árbol enano,
te vi salir mirándorne
desde las torturadas
y sedientas raíces.
Y cuando viene el sueño
a extenderme y llevarme
a mi propio silencio
hay un gran viento blanco
que derriba mi sueño
y caen de él las hojas,
caen como cuchillos
sobre mí desangrándome.
Y cada herida tiene
la forma de tu boca."
Pablo Neruda
Pablo Neruda
terça-feira, 20 de abril de 2010
Paso a vagar por mi entre los ecos del pensamiento
Todo aquí es tan extenso que no cabe en mi
y aunque mi tiempo ha terminado
Dame el derecho de simplemente.existir
Fue en este soplido de la verdad entre mis párpados que descubrí su cara
Fue en este vacuo de sentir, cólera de mis sueños, inciertos, quietos y ocultos
Qué rompí las fronteras de ser
simplemente fue
Y soy
No bastandome en la inmensidad de mis dos ojos curiosos
Paso lentamente por la inspiración, entre sollozos y sílabas
fragmentos de los momentos que, en un gran mosaico, componen mi verso
Construi frases sin sentido, sin memoria, sin ceremonia
Que, sin verguenza, inavadieron mis sensaciones creyendo ser victoria,
haciendo un cuento, narrando mi situación.
Ora, simplemente fue
Y voy a ser el suficiente para no caberme más
Desperdiciando las horas que creen ser eternas
seré
la compañia de la casualidad obstinada a ser destino
la certeza que si fue, fuistes
y si seré, serás.
Tenho estado numa constante busca interior
Mas o que eu busco é que o respiro e inspiro
Inspirar ação
Movimento, cores, tudo ao mesmo tempo
Como se eu navegasse dentro de um quadro
Pintado à sonhos, sentimento e à mão
Interiorizo o que busco como se fosse solução
E é nessa inércia da vida,
Que passo de revolucionária à acomodação.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Fiz música
Tem dias que as vezes me sinto ao meio
Tem vezes que o inteiro é metade da busca
Ele é tudo, ele é tanto
Que o céu mesmo feio e em pranto
Não me assusta
E no meio da história
No eco do frio
No silêncio do sonho
Ele é o arrepio
É o sopro, é a memória
É o filho do tempo
É sempre o que nunca dá pra esquecer
(...)
Volta e traz a lembrança que nasce em você
É na essência ainda criança que dorme teu saber
No segredo do céu
Que me embala de azul
O encontrei sem querer
Ele é o sussurro da lua
Que grita um amanhecer
sexta-feira, 26 de março de 2010
Receita de fazer-me SER
Abusando de um dose de sinestesia e metáfora
Com uma pitada de contadições e poesia à gosto.
Vento no rosto e um pouco de aventura
Uma boa mistura, acrescentada com fermento em pó de lua
Bate com fatos e fotos no plural
Sorrisos, Suspiros, Sentimentos, Surpresas, Sonhos, Sal ( das ondas do mar)
Cozinhar em fogo baixo e lento, pelo tempo que o tempo me levar
Decorar com flores, música, paixão e um pouco de açúcar pra adoçar
Sou acre-doce, um melado bom de se lambuzar!
Onde vive o abrigo dos amantes filhos da distancia?
Pra onde vai a paz do tempo?
Pra onde foi todo o sentimento, quem arrancou a conclusão?
Por que se perdeu os braços dos sonhos, que agarravam a esperança de simplesmente
Estar
onde esta o refrão, a poesia,a inspiração daquele levado ao vento
Onde habita o hábito de somente amar?
Sem medida, sem meia partida, sem incremento
Quem compôs a melodia do seu olhar?
Onde ele vive, é onde eu quero estar.
¿Dónde vive los amantes hijosde la distancia?
¿De dónde v ala paz del tiempo?
A dónde fue todo el sentimiento, que arrancó la conclusión?
¿Por qué si perdió los brazos de los sueños, que cogia la esperanza de simplemente
Estar
¿Dónde está el estribillo, la poesía, la inspiración llebada al viento
Donde habita la costumbre de solamente amar?
Sin medida, sin mitad, sin incremento
¿Quién compuso la melodía de tu mirada?
Donde vive él, es donde quiero estar.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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